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Contrato põe Eduardo como produtor executivo de filme sobre Jair Bolsonaro
Registros apresentados pelo site colocam Eduardo com poder de decisão na produção do longa sobre seu pai
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Documentos e mensagens obtidos pelo site Intercept Brasil indicam que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) exerceu contratualmente o papel de produtor executivo no filme “Dark Horse”, biografia de Jair Bolsonaro.
Registros apresentados pelo site colocam Eduardo com poder de decisão na produção do longa sobre seu pai. Ele nega envolvimento. Em no publicação no Instagram, Eduardo declarou não ter exercido função de gestão ou emprego do dinheiro destinado a um fundo que teria recebido valores destinados ao filme. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem.”.
Contrato de produção datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024 lista a GoUp Entertainment, dos EUA, como produtora. No mesmo documento, Eduardo e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) aparecem na produção-executiva.
Texto do contrato descreve participação dos produtores-executivos em decisões estratégicas de financiamento. Entre as tarefas, o documento menciona preparar informações para investidores e ajudar a identificar fontes de dinheiro, como créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio. Atividades de produção incluem ainda planejamento e projeções de orçamento de produção, negociação, e preparação de cronograma de filmagem, além de financiamento e acompanhamento de custos.
Defesa de Mário Frias negou ao site que Eduardo tenha ocupado o cargo descrito no contrato. “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse e nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”, afirmou a defesa ao Intercept Brasil.
Em troca de mensagens citada na reportagem, há conversas sobre a forma de enviar recursos para os EUA. “Já estou fazendo o aditivo da troca da empresa e preciso de um direcionamento seu para seguir”, escreveu Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, em mensagem a Daniel Vorcaro.
Em captura de tela encaminhada por Miranda, Eduardo comenta dificuldades e alternativas para transferir dinheiro ao exterior, segundo o site. Eduardo envia orientação a Miranda: “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”.
As informações são do UOL
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