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Amazonas

Policiais militares acusados de crimes se amotinam contra transferência de presídio em que foram registadas 23 fugas no Amazonas

Entre os presos estão agentes que respondem por diversos crimes, incluindo desvio de drogas, milícia, extorsão e facilitação de fugas.

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Policiais militares acusados de crimes e presos no Núcleo Prisional da Polícia Militar, no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus, se amotinaram contra a transferência de todos eles para a Unidade Prisional da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj), no quilômetros 8 da BR-174, exclusiva para agentes da segurança pública.

Atualmente, cerca de 70 policiais militares estão detidos no Amazonas e devem ser transferidos para a nova Unidade Prisional da PM (UPPM/AM), localizada na BR-174, em Manaus. Eles respondem por diversos crimes, incluindo desvio de drogas, milícia, extorsão e facilitação de fugas. As prisões mais recentes e investigações de grande repercussão no estado envolvem inclusive tráfico de drogas.

Quatro policiais militares foram presos recentemente em Manaus flagrados com aproximadamente três toneladas de entorpecentes. Ouros onze policiais militares tiveram prisões preventivas expedidas pela 1ª Vara do Tribunal do Júri devido ao envolvimento na morte de um jovem na zona oeste de Manaus.

Operações contra a formação de milícia resultaram na prisão de oito policiais militares e um perito da Polícia Civil no Amazonas. Além disso, outros nove PMs foram detidos sob suspeita de desviar meia tonelada de drogas apreendidas.

O presidente da Associação de Praças dos Policiais e Forças Militares do Amazonas, Gutemberg Silva, disse que os policiais presos precisam de locais adequados para cumprir pena. “Não se pode colocá-los no maior presídio do estado, junto a criminosos comuns. Isso não é apenas uma questão de segurança, mas também de convivência familiar. Visitas simultâneas de familiares de policiais e de presos comuns podem gerar atritos e colocar vidas em risco”, afirmou.

“Não é necessário informar antecipadamente, mas no momento da decisão e da chegada dos veículos, os oficiais deveriam comunicar as representações. Assim, poderíamos trazer nossa assessoria técnica para acompanhar o procedimento. É fundamental que os internos saibam o que está acontecendo. Muitas vezes, por serem militares, recebem apenas uma ordem sem explicação. Isso é lamentável e desrespeitoso”, afirmou.

Gutemberg Silva criticou as condições do núcleo prisional atual, mas defendeu que existem alternativas à transferência para a BR-174, devido ao elevado risco para os agentes presos. “O núcleo prisional precisa de melhores acomodações. O Estado tem condições de transformar o espaço em uma unidade digna para policiais militares. Ainda assim, é melhor do que estar no presídio junto a mais de mil presos.


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