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Preço do petróleo salta 5% após ataques a navios no Estreito de Ormuz

O Brent, referência internacional, chegou a disparar mais de 5%, sendo negociado acima de US$ 114 por barril.

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O petróleo subiu diante de sinais de aumento das tensões no Estreito de Ormuz, após o presidente Donald Trump dizer que os Estados Unidos ajudariam a escoltar navios encalhados para fora dessa via marítima vital.

O Brent, referência internacional, chegou a disparar mais de 5%, sendo negociado acima de US$ 114 por barril, antes de perder um pouco do fôlego à medida que os preços oscilaram fortemente. Os futuros atingiram máximas intradiárias após relatos não verificados da mídia iraniana afirmarem que dois mísseis atingiram uma embarcação de patrulha americana, o que foi negado pelo Comando Central dos EUA.

Por volta das 9h50 (hora de Brasília), o barril do Brent era negociado a US$ 110,95, um avanço de 2,57%, enquanto que o tipo Texas (WTI), referência nos Estados Unidos, registrava alta de 0,54%, cotado a US$ 102,49 o barril.

O plano de Trump deixou executivos do setor de navegação perplexos, enquanto o Irã afirmou que forças americanas seriam atacadas caso entrassem no Estreito de Ormuz. A agência de notícias semi-oficial iraniana disse posteriormente que Teerã “redefiniu a zona de controle” no estreito, efetivamente estabelecendo uma área mais ampla para regular o tráfego marítimo na região.

A escalada ocorre após semanas de impasse e tentativas fracassadas de alcançar um acordo de paz, com Teerã mantendo forte controle sobre Ormuz e os EUA impondo um bloqueio aos portos iranianos para sufocar suas exportações de petróleo.

O impasse ameaça prolongar a pior interrupção de oferta da história do mercado de petróleo, enquanto o tráfego permanece praticamente paralisado e os ataques a embarcações comerciais continuam.

— O mercado está claramente nervoso de que os eventos de hoje enfraqueçam ainda mais a perspectiva de reabertura do estreito — disse Jens Naervig Pedersen, estrategista do Danske Bank AS.

Ormuz era o principal gargalo para cerca de um quinto das remessas globais de petróleo antes do início da guerra, com ataques dos EUA e de Israel ao Irã no fim de fevereiro. Seu fechamento fez os preços de energia dispararem, provocou escassez de combustíveis em várias partes do mundo e alimenta temores de inflação mais alta e crescimento global mais lento. Os preços elevados dos combustíveis também representam um obstáculo político para Trump.


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