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Preço da gasolina vai de R$ 7,59 para R$ 6,99 em postos de Manaus

O diesel mantém o pico de R$ 7,59.

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O preço da gasolina em Manaus retornou ao patamar anterior à guerra no Irã, nesta semana, e chegou R$ 6,99 nesta semana, após alcançar a alta de R$ 7,59. O diesel mantém o pico de R$ 7,59. Em março, o preço da gasolina na capital amazonense alcançou o maior valor já registrado desde 2022, na pandemia de Covid-19 .

Os preços médios da gasolina, do etanol e do diesel no País caíram nos postos na semana de 19 a 25 de abril, enquanto o gás de cozinha subiu, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A variação se deve em parte a medidas anunciadas pelo governo no mês passado para tentar conter a alta dos combustíveis em razão da guerra no Irã, que elevou o preço do barril de petróleo, cotado acima de US$ 100.

Na média nacional, o preço da gasolina recuou 0,44% na comparação com a semana de 12 a 18 de abril. De 19 a 25 de abril, o litro foi vendido a R$ 6,72 no Brasil, em média. Em comparação com os preços praticados antes da guerra, porém, a gasolina comum ficou 7,48% mais cara.

O preço nacional do diesel recuou 1,37% no mesmo período, em média. A queda nominal foi de R$ 0,10, para R$ 7,21 o litro. O preço subiu 21,23%, no entanto, na comparação com o que era cobrado antes da guerra no Irã.

A variação de preço também depende do estado e da capital. O preço médio foi maior nos estados do Acre (R$ 8,05), da Bahia (R$ 7,86) e de Roraima (R$ 7,72), e menor na Paraíba (R$ 6,88), no Espírito Santo (R$ 6,89) e em Minas Gerais (R$ 6,99).

Salvador foi a capital com o maior preço (R$ 7,94) e João Pessoa registrou o menor: R$ 6,69. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 7,27.

O etanol custou R$ 4,66 o litro, na média nacional. A queda foi de 0,63% em relação à semana terminada em 18 de abril. Em comparação com os preços praticados antes da guerra, porém, o etanol ficou 1,2% mais caro.

O preço do etanol não se repete em nenhum estado ou capital. O preço médio foi maior nos estados do Amapá (R$ 5,89), de Rondônia (R$ 5,72) e de Pernambuco (R$ 5,65), e menor em São Paulo (R$ 4,43), em Mato Grosso do Sul (R$ 4,43) e em Mato Grosso (R$ 4,56). Macapá foi a capital com o maior preço (R$ 5,89) e Campo Grande registrou o menor (R$ 4,32). Na capital paulista, o combustível custou R$ 4,54.

O gás liquefeito de petróleo (GLP), usado no botijão de cozinha, subiu 0,19% entre 19 e 25 de abril. O preço médio nacional foi de R$ 114,61. O valor do GLP está 4,11% superior ao que era cobrado antes da guerra.

O preço do botijão também variou de acordo com a região. O valor médio foi maior nos estados de Roraima (R$ 142,28), do Tocantins (R$ 133,71) e de Mato Grosso (R$ 127,12), e menor no Rio de Janeiro (R$ 102,68), no Espírito Santo (R$ 103,74) e em Pernambuco (R$ 105,14). Boa Vista foi a capital com o maior preço (R$ 142,28) e Rio de Janeiro registrou o menor (R$ 97,91). Em São Paulo, o preço ficou em R$ 119,29.

No mês passado, o governo lançou um pacote para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã. As medidas incluem auxílio financeiro (subvenção) e isenções fiscais. O Planalto criou uma subvenção de R$ 1,20 para o diesel importado. A medida contou com apoio dos estados, limitou o custo a R$ 4 bilhões e foi compensada pelo aumento de impostos sobre cigarros.

O diesel produzido no Brasil recebeu um subsídio federal de R$ 0,80 por litro. A regra exigiu que os produtores aumentassem o volume vendido e repassassem o desconto ao consumidor final.
A importação de gás de cozinha também teve ajuda de custo. O governo pagou R$ 850 por tonelada do produto importado para equiparar o preço ao do mercado nacional.

Os impostos federais sobre o biodiesel e o diesel foram zerados. A retirada do PIS e da Cofins reduziu o valor nas refinarias e gerou economia nas bombas.

O setor aéreo ganhou uma linha de crédito de R$ 9 bilhões. Além disso, o querosene de aviação ficou sem impostos federais e as companhias adiaram o pagamento de tarifas. A fiscalização contra aumentos abusivos ficou mais rígida. Um projeto de lei prevê até cinco anos de prisão para quem elevar preços sem justificativa ou recusar o fornecimento.

Agora o governo quer segurar os preços da gasolina. Na semana passada, enviou um projeto de lei complementar em que pede ao Congresso que aprove o uso do excedente de lucros com a alta nos preços internacionais do petróleo para reduzir tributos federais sobre gasolina, etanol, diesel e biodiesel.


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