Amazonas
Ação da PM em terreiro de Manaus é denunciada por Associação como suposto racismo religioso
Segundo a entidade, o episódio aconteceu no sábado (27), durante os festejos de São João e do Turco Jatuarana, no Centro Religioso Mina Jêje-Nagô Nossa Senhora da Conceição.
A Associação Religiosa Afro-Brasileira no Amazonas (Aratrama) denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) e à Ouvidoria-Geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas uma suposta ação de racismo religioso, injúria racial e abuso de autoridade. O caso teria ocorrido durante uma ocorrência da Polícia Militar em um terreiro na Zona Norte de Manaus.
Segundo a entidade, o episódio aconteceu na noite de sábado (27), durante os festejos de São João e do Turco Jatuarana, no Centro Religioso Mina Jêje-Nagô Nossa Senhora da Conceição.
De acordo com a Aratrama, policiais militares invadiram o local durante a celebração religiosa. A Aratrama afirma que a ação representou um ato de intolerância religiosa contra a comunidade tradicional de matriz africana.
Após a denúncia, a Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar do Amazonas instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias da ocorrência e a atuação dos agentes envolvidos.
A Aratrama informou ainda que representantes das comunidades tradicionais de terreiro devem se reunir com o comando da Polícia Militar entre terça-feira (30) e quarta-feira (1º). Segundo a entidade, o encontro tem como objetivo discutir medidas de proteção às religiões de matriz africana e retomar compromissos firmados em um Termo de Ajustamento de Conduta assinado em 2014.
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que tomou conhecimento das denúncias e afirmou que não orienta nem admite ações contra manifestações religiosas realizadas dentro da legalidade. A corporação destacou que respeita a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos.
A PM também confirmou a instauração do Inquérito Policial Militar e afirmou que não tolera atos de discriminação, ofensa ou violência motivados por crença ou religião. Segundo a corporação, caso sejam constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis.
As informações são do site g1Am
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