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Grande terremoto abala a Venezuela com reflexos no Norte da América do Sul e em Manaus

Eventos como os de Caracas em 1812 e 1967 provocaram vítimas e deixaram marcas profundas no desenvolvimento urbano e nas políticas de segurança do país.

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Um grande terremoto atingiu o Norte da América do Sul no começo da noite desta quarta-feira (24/06). Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o sismo se produziu às 19h04 (hora de Brasília) com magnitude 7,1 e epicentro a 28 quilômetros de Montalbán, Venezuela. O cismo teve reflexos em Manaus, onde moradores sentiram prédios mais altos balançarem. Em alguns, os moradores tiveram que evacuar.

Moradores do Norte do Brasil relataram sentir um tremor de terra decorrente do terremoto. O efeito foi sentido no Amazonas, Par e Amapá. Nas capitais, como em Macapá e Belém, prédios foram evacuados. Não há informações sobre feridos ou estruturas destruídas no Brasil.

Usuários de redes sociais afirmaram ter percebido os prédios balançando em bairros de Manaus, incluindo Ponta Negra, Adrianópolis, Dom Pedro e Parque 10. Em alguns casos, os moradores saíram dos edifícios por precaução.

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver a água da piscina de um condomínio na Ponta Negra balançando durante o episódio. Relatos semelhantes foram feitos por moradores de condomínios em Adrianópolis e no Parque 10, que disseram ter sentido oscilações nas construções.

A Defesa Civil do Estado do Amazonas informou em nota que um tremor foi sentido por moradores de prédios localizados em diversos bairros de Manaus e também nos municípios de Barcelos e Iranduba. “O fenômeno pode estar relacionado aos reflexos de um abalo sísmico registrado na região do Mar do Caribe, próximo à Venezuela, cujas ondas sísmicas teriam sido percebidas em áreas do Amazonas”, afirmou.

O tremor teve epicentro próximo à cidade de Morón, no norte da Venezuela, e foi sentido em diferentes regiões venezuelanas, incluindo a capital, Caracas, além de localidades da Colômbia. De acordo com o United States Geological Survey (USGS), o terremoto ocorreu a cerca de 21 quilômetros de profundidade, característica considerada rasa e que favorece a percepção dos abalos em áreas mais extensas.

Moradores deixaram edifícios e casas na capital venezuelana após o tremor, de acordo com a Associated Press. A agência informou que as autoridades não haviam relatado imediatamente feridos ou danos.

Testemunhas ouvidas pela agência relataram que vários abalos foram sentidos em Caracas na tarde desta quarta-feira. A publicação inicial não detalhava magnitude, vítimas ou danos.

A medição pode ser revisada nas próximas horas. Serviços sismológicos costumam atualizar magnitude, profundidade e localização do epicentro após novos dados serem processados.
atividade sísmica na Venezuela é monitorada pela complexidade geológica do país. Pequenos tremores ocorrem diariamente ao longo das principais falhas tectônicas, embora a maioria passe despercebida pela população e não cause danos significativos às estruturas.

Os terremotos venezuelanos fazem parte de um contexto geológico mais amplo que afeta todo o Norte da América do Sul e a região do Caribe. Países vizinhos, como Colômbia, Trinidad e Tobago e até mesmo áreas do norte do Brasil, podem sentir reflexos de abalos mais intensos registrados em território venezuelano.

Especialistas destacam que a profundidade do foco sísmico é um fator decisivo para determinar o potencial destrutivo de um terremoto. Tremores profundos tendem a ser sentidos em áreas muito extensas, mas geralmente produzem menos danos na superfície do que eventos rasos de magnitude semelhante.

Os grandes terremotos registrados ao longo da história da Venezuela mostram que os impactos podem ser devastadores. Eventos como os de Caracas em 1812 e 1967 provocaram vítimas e deixaram marcas profundas no desenvolvimento urbano e nas políticas de segurança do país.

A atividade sísmica venezuelana não afeta apenas o território nacional. Tremores mais fortes podem ser sentidos em diversos países vizinhos e até no Norte do Brasil, evidenciando a extensão dos efeitos gerados pela movimentação das falhas geológicas da região.


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