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Dieese: cesta básica em Manaus aumenta 0,64% em junho e acumula alta de 8,54% em 2026

Em junho de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 99 horas e 28 minutos para adquirir a cesta básica.

Em junho de 2026, o preço da cesta básica de Manaus apresentou alta de 0,64% em relação a maio e ficou em R$ 732,90. Em 12 meses, o valor acumulou elevação de 8,54%, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Cesta básica acumula alta de 18,13% no ano

Em 2026, a cesta em Manaus registra alta de 18,13%. Entre maio e junho de 2026, seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: feijão carioca (18,92%), farinha de mandioca (3,88%), manteiga (3,30%), carne bovina de primeira (1,46%), óleo de soja (0,65%) e arroz agulhinha (0,21%).

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Os outros seis alimentos na capital do Amazonas apresentaram queda de preço: banana (-6,19%), café em pó (-2,02%), açúcar cristal (-1,85%), tomate (-0,59%), leite integral (-0,52%) e pão francês (-0,48%). No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 12 produtos: feijão carioca (44,83%), tomate (29,53%), carne bovina de primeira (15,60%), leite integral (8,75%) e pão francês (4,03%).

Apresentaram diminuição de preços em Manaus: açúcar cristal (-21,29%), banana (-18,39%), arroz agulhinha (-16,84%), café em pó (-9,74%), óleo de soja (-7,45%), manteiga (-3,88%) e farinha de mandioca (-2,60%).

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e junho de 2026, sete produtos registraram alta na cidade: tomate (87,12%), feijão carioca (35,48%), farinha de mandioca (17,33%), leite integral (13,30%), carne bovina de primeira (11,73%), pão francês (7,90%) e manteiga (6,69%).

Os seguintes itens registraram queda de preço: óleo de soja (-16,94%), açúcar cristal (-13,82%), café em pó (-9,49%), banana (-8,96%) e arroz agulhinha (-2,47%).

Trabalhador precisa de 99 horas para cesta

Em junho de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 99 horas e 28 minutos para adquirir a cesta básica. Em maio de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 98 horas e 50 minutos.

Em junho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário foi de 97 horas e 52 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em junho de 2026, 48,88% da renda para adquirir a cesta. Em maio de 2026, esse percentual correspondeu a 48,57% da renda líquida e, em junho de 2025, a 48,09%

Cesta básica fica mais cara em 17 capitais

A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.A principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Feijão pressiona preços em todas as capitais

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. Segundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.

São Paulo tem a cesta mais cara do país

Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Salário mínimo deveria ser de R$ 8,1 mil, estima Dieese

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que valor do mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.


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