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Amazônia teve segundo menor desmatamento de janeiro a agosto em oito anos; Amazonas teve redução de 27%, aponta Imazon

Foram derrubados 2.053 km² de floresta nos primeiros oito meses do ano, segundo o monitoramento por imagens de satélite do Imazon.

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A Amazônia Legal registrou a segunda menor área desmatada entre janeiro e agosto em oito anos, desde 2018, conforme dados divulgados pelo instituto de pesquisa Imazon, que monitora a região por imagens de satélite desde 2008. Foram derrubados 2.053 quilômetros quadrados (km²) de floresta nos oito primeiros meses de 2026.

Apesar de ser 2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, essa área foi 74% menor do que a desmatada em 2022, quando foram destruídos 7.943 km² de floresta, a maior área desde 2008.

A menor área devastada da série histórica ocorreu em 2012, quando a Amazônia registrou 714 km² de floresta derrubada. “Olhar a série histórica é muito importante para entendermos que o Brasil já conseguiu reduzir significativamente a derrubada da floresta amazônica, mas ainda precisa de mais esforços para atingir a meta de desmatamento zero até 2030”, afirma Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon.

Apenas em agosto, foram desmatados 463 km² na região. Essa área foi 19% maior do que a registrada em 2025, mas também a segunda menor dos últimos oito anos, desde 2018. A menor área derrubada da série histórica de agosto ocorreu em 2008, quando foram destruídos 102 km², e a maior foi registrada em 2021, quando foram devastados 1.606 km².

Entre os estados, os que mais desmataram entre janeiro e agosto foram Pará, Mato Grosso e Amazonas. Juntos, eles somam 83% da derrubada registrada na região.

Terras Indígenas

A meta brasileira de chegar ao desmatamento zero em 2030 pode ser atingida primeiramente nas terras indígenas da Amazônia, onde mais da metade dos territórios não registrou áreas de floresta derrubadas nos primeiros oito meses deste ano, de janeiro a agosto. Conforme dados do instituto de pesquisa Imazon, 246 terras indígenas tiveram desmatamento zero no período (63%), seguidas de 138 com derrubadas menores que 1 km² (35%) e apenas sete com desmatamento acima de 1 km² (2%).

No total, as terras indígenas registraram 32,25 km² de desmatamento de janeiro a agosto, o que corresponde a apenas 1,6% do registrado em toda a Amazônia. A segunda categoria territorial com menor devastação foi a de unidades de conservação. Nesses oito meses, as UCs registraram 192,8 km² de desmatamento, apenas 9% do registrado na região.

Número que poderia ter sido menor caso a derrubada fosse contida na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que registrou 75,19 km² de floresta destruída, o que representa quase 40% de toda a área desmatada nas 333 UCs da Amazônia. Entre as unidades de conservação, apenas 22 tiveram derrubada superior a 1 km² (7%), 93 inferior a 1 km² (28%) e 218 desmatamento zero (65%).

Apenas em agosto, a degradação passou de 559 km² em 2025 para 436 km² em 2026, uma queda de 22%. Os estados que mais degradaram em agosto foram Mato Grosso (47%) e Pará (32%). “Os números da série histórica de degradação têm variado mais do que os do desmatamento, que normalmente apresenta tendências de queda ou de alta ao longo de alguns anos.

Na degradação, picos de queimadas podem aumentar significativamente a área atingida em alguns anos, o que demonstra o quanto tem sido desafiador combater o fogo na Amazônia”, explica Manoela Athaíde, pesquisadora do Imazon.


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