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Economia

Preço médio do ‘Prato Feito’ na região Norte é o mais baixo do país, aponta pesquisa

Dados revelam que o prato acumula uma alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% frente a janeiro deste ano.

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A região Norte tem o Prato Feito mais barato do país, de acordo com o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP) — instituição mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com o estudo, o preço mais baixo no Norte representa uma disparidade regional de 16,4%: o custo do almoço varia significativamente pelo território nacional.

Os dados mostram que a região Sul lidera como a região mais cara, enquanto o Norte apresenta a menor média. Pesquisadores apontam que fatores como renda local, valor dos imóveis comerciais, logística, mão de obra e concorrência explicam a diferença:

Sul: R$ 34,90
Centro-Oeste: R$ 34,45
Sudeste: R$ 31,99
Nordeste: R$ 30,00
Norte: R$ 29,99

Dados nacionais

A pesquisa aponta ainda que o tradicional prato feito (PF), um dos maiores símbolos da alimentação fora do lar no Brasil, ficou mais caro em todas as regiões do país. De acordo com o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP) — instituição mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) —, a refeição composta por arroz, feijão, proteína, salada e guarnição alcançou o preço médio nacional de R$ 31,90.

O levantamento, que em sua edição do segundo trimestre de 2026 contou com a maior base de dados de sua série histórica (887 observações válidas), revela que o prato acumula uma alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% frente a janeiro deste ano.

Para o economista Rodrigo Simões Galvão, coordenador e responsável técnico pelo IPF, o índice funciona como um termômetro do cotidiano. “O prato feito é a economia servida no prato”, explica. Segundo ele, o valor final reflete não apenas o custo dos alimentos, mas toda a estrutura econômica, incluindo aluguel, energia, salários, transporte, tributos, custos financeiros e a margem do empresário.

O impacto no bolso e no comércio

O peso no orçamento do trabalhador: com a média nacional a R$ 31,90, um trabalhador que almoça fora nos 20 dias úteis do mês gasta cerca de R$ 638 mensais apenas com essa refeição. Em residências onde mais de uma pessoa trabalha fora, o impacto no orçamento familiar pode ultrapassar facilmente os R$ 1.000 por mês.

Evolução dos preços em 2026

Janeiro de 2026: R$ 29,77
Março de 2026: R$ 30,27
Junho de 2026: R$ 31,90 (Alta de 5,4% contra março e 7,2% contra janeiro)

Custos operacionais além da comida: o estudo reforça que, mesmo quando itens da cesta básica se estabilizam ou caem, os estabelecimentos sofrem com despesas invisíveis ao consumidor. A pressão de preços é impulsionada por uma cadeia que envolve: alimentos (grãos, carnes, legumes, verduras e óleos), mão de obra, energia elétrica, água, gás, aluguel, transporte, juros e a necessidade de recomposição das margens operacionais.

Dilema dos empresários do setor: o aumento do preço nas mesas não se traduz em lucros maiores para bares e restaurantes, mas sim no repasse parcial dos custos acumulados. Conforme Galvão, o setor vive um “efeito sanduíche”, espremido entre consumidores sensíveis a aumentos e despesas operacionais elevadas. A saída tem sido focar em gestão profissional, combatendo desperdícios e negociando estoques e energia.

Termômetro complementar da inflação: a FAC-SP ressalta que o IPF não substitui os índices oficiais como o IPCA, mas atua como um indicador complementar em aperfeiçoamento contínuo. Ele traduz a inflação sob a ótica da experiência real e de fácil compreensão da população, monitorando as tendências do mercado de alimentação fora do domicílio.


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