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Economia

FMI prevê crescimento menor para economia mundial e revisa para cima o PIB brasileiro

Mundo deve crescer 3,1% em 2026, ante 3,3% estimados antes. No Brasil, atividade econômica deve avançar 1,9%, ante 1,6% projetados anteriormente.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas projeções para crescimento da economia global e de vários países para este e o próximo ano, em meio à guerra no Irã. A previsão para avanço do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2026 caiu a 3,1%, ante 3,3% estimados na edição anterior do World Economic Outlook, publicada em janeiro. Já a previsão para o Brasil aumentou de 1,6% para 1,9%.

Brasil e Rússia foram os países que tiveram as maiores revisões otimistas (de 0,3 ponto percentual) entre as 17 maiores economias globais. Ainda assim, a expansão da economia brasileira é baixa em relação a outras nações emergentes. Índia e China devem crescer 6,5% e 4,4% em 2026.

Segundo o relatório, a guerra deve ter um saldo positivo para o Brasil neste ano, pelo fato de o país ser um exportador líquido de energia. Ainda assim, o país vai crescer menos que outras nações produtoras de petróleo, como Arábia Saudita e Nigéria. As previsões para essas duas economias são de 3,1% e 4,1%, respectivamente.

Para 2027, o Fundo está mais pessimista em relação à economia brasileira. A estimativa é de crescimento de 2% do PIB, levemente acima do previsto para este ano, mas 0,3 ponto percentual abaixo da projeção feita em janeiro. A maior parte dos países teve a previsão de 2027 revisada para baixo. A estimativa para a economia global, porém, manteve-se estável em 3,2%.

De acordo com o FMI, “a desaceleração da demanda global, os custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais restritivas devem prevalecer, reduzindo o crescimento” da economia brasileira.

O Fundo ressalta, no entanto, que “reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grandes reservas de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a enfrentar o choque”.


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