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Economia

No quarto resultado positivo, produção industrial cresce 0,3% em maio frente a abril, diz IBGE

A variação positiva de 0,3% em maio de 2022, marcou o quarto mês seguido de expansão, mas não eliminou o recuo de 1,9% registrado em janeiro último.

IBGE diz que 19 das 26 atividades industriais pesquisadas apontaram avanço na produção.(Foto: Alexandre Mota_Reuters)

Em maio de 2022, a produção industrial nacional variou 0,3% frente a abril, na série com ajuste sazonal. Em relação a maio de 2021, na série sem ajuste, a indústria cresceu 0,5%. No ano, a indústria acumula queda de 2,6% e em 12 meses, o acumulado foi -1,9%.

A produção industrial, ao assinalar variação positiva de 0,3% em maio de 2022, marcou o quarto mês seguido de expansão, mas não eliminou o recuo de 1,9% registrado em janeiro último. No resultado desse mês, verifica-se comportamento predominantemente positivo, uma vez que 3 das 4 grandes categorias econômicas e 19 das 26 atividades industriais pesquisadas apontaram avanço na produção. Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por máquinas e equipamentos (7,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (3,7%), com ambas voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -3,1% e -4,6%, respectivamente.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos alimentícios (1,3%), de couro, artigos para viagem e calçados (9,4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,5%), de outros equipamentos de transporte (10,3%), de produtos diversos (9,0%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (7,5%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,6%).

Por outro lado, entre as sete atividades com quedas na produção, indústrias extrativas (-5,6%) e outros produtos químicos (-8,0%) exerceram os principais impactos em maio de 2022, com ambas eliminando parte do ganho acumulado no período fevereiro-abril de 2022: 6,4% e 12,0%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a abril de 2022, bens de capital (7,4%) e bens de consumo duráveis (3,0%) tiveram as taxas positivas mais acentuadas em maio de 2022, com ambas voltando a crescer após recuarem em abril: -6,8% e -5,3%, respectivamente. O setor de bens de consumo semi e não duráveis (0,8%) também cresceu, mas com ritmo abaixo do verificado no mês anterior (2,3%).

Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-1,3%) apontou a única taxa negativa em maio de 2022, interrompendo, dessa forma, três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou expansão de 3,8%.

Média móvel trimestral avança 0,4% no trimestre encerrado em maio

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria mostrou variação positiva de 0,4% no trimestre encerrado em maio de 2022 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória predominantemente ascendente iniciada em novembro de 2021.

Entre as grandes categorias econômicas, na série com ajuste sazonal, a maior taxa foi bens de capital (2,5%), em seu terceiro mês seguido de crescimento e acumulando alta de 4,1% no período. Bens intermediários (0,1%) mantem trajetória ascendente desde novembro de 2021.

O único resultado negativo no mês foi no segmento de bens de consumo semi e não duráveis (-0,1%), após assinalar variação positiva de 0,1% em abril. O setor produtor de bens de consumo duráveis mostrou variação nula (0,0%) em maio de 2022, após as taxas negativas de fevereiro (-0,7%), março (-3,7%) e abril (-0,5%).

Frente a maio de 2021, a indústria cresce 0,5%

Na comparação com maio de 2021, o setor industrial assinalou acréscimo de 0,5% em maio de 2022, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 12 dos 26 ramos, 34 dos 79 grupos e 47,2% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que maio de 2022 (22 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (21).

Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (15,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, impulsionado pela maior produção dos itens óleos combustíveis, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas para petroquímica, gasolina automotiva e gás liquefeito de petróleo (GLP).

Houve ainda contribuições positivas dos ramos de máquinas e equipamentos (5,5%), de couro, artigos para viagem e calçados (24,8%), de bebidas (6,3%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (15,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,2%) e de outros equipamentos de transporte (9,7%).

Por outro lado, ainda frente a maio de 2021, entre as quatorze atividades com quedas na produção, as principais influências negativas no total da indústria vieram de indústrias extrativas (-8,2%), metalurgia (-5,5%) e produtos alimentícios (-1,6%).

As indústrias extrativas foram pressionadas pela menor fabricação de minérios de ferro em bruto ou beneficiados e de óleos brutos de petróleo. Na Metalurgia, houve quedas na produção de bobinas a frio e a quente de aços ao carbono, fio-máquina de aços ao carbono, vergalhões de aços ao carbono, tubos flexíveis e trefilados de ferro e aço, ouro em formas brutas, arames e fios de aços ao carbono, barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre e folhas-de-flandres.

O resultado da indústria alimentícia foi impactado por açúcar VHP, cristal e refinado de cana-de-açúcar, café torrado e moído, leite esterilizado/UHT/Longa Vida, leite condensado e sorvetes e picolés, na terceira.

Outros impactos negativos importantes vieram de produtos de metal (-5,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,2%), produtos de minerais não metálicos (-3,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%) e outros produtos químicos (-1,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (5,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,2%) assinalaram, em maio de 2022, as taxas positivas entre as grandes categorias econômicas. Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo duráveis (-2,1%) e de bens intermediários (-0,9%) apontaram os recuos nesse mês.

O setor produtor de bens de capital avançou 5,7% em maio de 2022 frente a igual período do ano anterior, após recuar 4,9% em abril último. O setor foi influenciado pela expansão observada na maior parte dos grupamentos, com destaque para bens de capital para equipamentos de transporte (6,9%), impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques e aviões.

As demais taxas positivas foram registradas pelos grupamentos de bens de capital para construção (37,9%), para energia elétrica (23,4%), agrícolas (6,9%) e de uso misto (3,8%).

Por outro lado, o único impacto negativo foi assinalado pelo subsetor de bens de capital para fins industriais (-4,5%), pressionado pela menor produção de bens de capital seriados (-4,0%) e de não seriados (-7,7%).

A produção de bens de consumo semi e não duráveis teve alta de 2,2% no índice mensal de maio de 2022, após também avançar em abril (3,1%) último, quando interrompeu nove meses consecutivos de taxas negativas nesse tipo de comparação.

O desempenho positivo nesse mês foi explicado, principalmente, pela expansão observada nos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (1,9%) e de semiduráveis (5,1%), impulsionados. Outros resultados positivos relevantes foram assinalados pelos grupamentos de carburantes (3,1%) e de não duráveis (0,3.

O setor de bens intermediários subiu 0,9% em maio de 2022, após mostrar variação nula em abril (0,0%), quando interrompeu oito meses consecutivos de taxas negativas nessa comparação. O resultado desse mês se deve, principalmente, aos recuos nas indústrias extrativas (-8,2%), de metalurgia (-5,5%), de produtos alimentícios (-4,6%), de produtos de metal (-8,1%), de produtos de minerais não metálicos (-3,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,7%), de outros produtos químicos (-1,6%) e de produtos têxteis (-2,8%).

As pressões positivas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (21,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (1,6%), máquinas e equipamentos (2,0%) e celulose, papel e produtos de papel (0,7%).

Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados de insumos típicos para construção civil (-4,5%), que marcou o nono recuo seguido nesse tipo de comparação; e de embalagens (0,2%), que interrompeu onze meses consecutivos de queda na produção.

O setor produtor de bens de consumo duráveis recuou 2,1% em maio de 2022 frente a igual período do ano anterior, décimo primeiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, mas o menos intenso dessa sequência. O setor foi pressionado pela redução na fabricação de eletrodomésticos da “linha branca” (-13,6%) e de automóveis (-1,8%).

Vale citar também as quedas registradas nos grupamentos de outros eletrodomésticos
(-22,2%) e de móveis (-7,9%). Por outro lado, os principais impactos positivos vieram da maior produção de motocicletas (24,2%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (8,2%).

Todas as grandes categorias econômicas acumulam quedas no ano

O índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, caiu 2,6%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 62,1% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,6%), produtos de metal (-13,3%), produtos de borracha e de material plástico (-11,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-16,2%).

Vale destacar também as contribuições negativas vindas de indústrias extrativas (-2,8%), metalurgia (-4,8%), produtos têxteis (-16,6%), móveis (-21,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,8%), produtos de minerais não metálicos (-4,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,8%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-6,6%) e máquinas e equipamentos (-1,6%).

Ainda na comparação com janeiro-maio de 2021, entre as seis atividades com alta na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,6%) exerceu a maior influência, impulsionada pela maior produção dos itens óleos combustíveis, óleo diesel, gasolina automotiva, querosenes de aviação e naftas para petroquímica. Outros impactos positivos importantes vieram de bebidas (3,4%) e de outros produtos químicos (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2022 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-14,1%), pressionada, em grande parte, pelas reduções verificadas na fabricação de automóveis (-11,7%) e de eletrodomésticos da “linha branca” (-23,4%) e da “linha marrom” (-13,2%).

Os segmentos de bens intermediários (-2,1%), bens de consumo semi e não duráveis (-1,5%) e bens de capital (-1,1%) também acumularam resultados negativos no ano, embora menos intensos do que o observado na média da indústria (-2,6%).

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