Economia
Bolsa brasileira é a 4ª mais rentável do mundo em dólar, aponta consultoria
De janeiro a 14 de julho de 2026, o Ibovespa acumulou alta de 18,88% na moeda norte-americana, atrás apenas dos índices do Japão, Peru e Colômbia.
A Bolsa brasileira ocupa a 4ª posição entre os principais mercados acionários do mundo quando o desempenho é medido em dólar. De janeiro a 14 de julho de 2026, o Ibovespa acumulou alta de 18,88% na moeda norte-americana, atrás apenas dos índices do Japão, Peru e Colômbia, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, feito a pedido do site Poder360.
O resultado reflete não só a valorização das ações negociadas na B3, mas também o fortalecimento do real frente ao dólar no período. Por isso, o Brasil sobe 8 posições no ranking quando a rentabilidade é convertida para a moeda norte-americana.

Na comparação sem o efeito cambial, o desempenho é mais modesto. Em moeda local, o Ibovespa registra alta de 9,63% no acumulado do ano, ocupando apenas a 12ª colocação entre os 21 principais índices acionários analisados.
Mercados como Itália, Holanda, Espanha, Bélgica e a zona do euro superam o Brasil quando considerada apenas a valorização nominal dos índices.
Efeito do câmbio
A diferença entre os 2 rankings mostra o peso da valorização do real sobre o retorno obtido pelos investidores estrangeiros.
Enquanto um investidor brasileiro vê o Ibovespa avançar 9,63% em reais, quem aplica recursos em dólar registra ganho de 18,88%, resultado da combinação entre a alta da Bolsa e a apreciação do câmbio no período.
O desempenho coloca o mercado brasileiro à frente dos principais índices dos Estados Unidos. O Nasdaq acumula alta de 12,33% em dólar, o S&P 500 sobe 10,2% e o Dow Jones avança 9,25%.
Entre os mercados europeus, apenas o índice italiano FTSMIB apresenta rentabilidade próxima da brasileira em dólar, com alta de 13,61%.
Japão lidera
O levantamento mostra ampla liderança do Nikkei 225, principal índice da Bolsa japonesa. De janeiro a 14 de julho, o indicador acumulou valorização de 34,57% em moeda local e de 30,12% em dólar, liderando ambos os rankings.
Na sequência aparecem o índice MSCI Nuam General, do Peru, com ganho de 29,99% em dólar, e o MSCI Colcap, da Colômbia, com alta de 25,15%.
China na lanterna
No outro extremo do levantamento estão os mercados chineses. O FTSE China 50 ocupa a última posição, com queda de 11,9% em moeda local e de 8,91% em dólar.
O Hang Seng Index aparece logo acima, com perdas de 5,04% nominalmente e de 1,81% quando convertido para a moeda norte-americana.
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