Economia
Real é 2ª moeda que mais se valoriza durante conflito no Oriente Médio, aponta consultoria
Alta foi de 5,09% frente o dólar; ranking com 27 moedas mostra Novo Shekel israelense na liderança.
Um levantamento da consultoria Elos Ayta Consultoria, feito com 27 moedas, mostra que o real teve a 2ª maior valorização em relação ao dólar desde o início do conflito no Oriente Médio em 28 de fevereiro.
Até o fim da 1ª semana de maio, a alta foi de 5,09%. Desde a 6ª feira (8.mai), a moeda norte-americana está no patamar de R$ 4,89, mínima em mais de 2 anos.
O real ficou atrás do novo shekel israelense, que subiu 8,28% no período.
Petróleo impulsiona moeda brasileira
Assim como se deu depois do início da guerra na Ucrânia, o real se valorizou frente ao dólar. Um dos motivos é o encarecimento da cotação do petróleo. A alta do barril do petróleo e de outras commodities incentiva a exportação e a entrada da moeda norte-americana no Brasil.
O encarecimento do petróleo também contribui para as contas públicas do Brasil. A arrecadação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com royalties deve ser potencializada, possibilitando medidas de estímulo.
Juros altos atraem capital estrangeiro
Também contribuiu para a valorização do real a política monetária contracionista. Mesmo depois de 2 cortes consecutivos do BC (Banco Central) da Selic de 0,25 p.p. (ponto percentual) para 14,50%. Segundo o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, as decisões “conservadoras” criaram uma “gordura” para corte dos juros, deixando o país bem colocado no cenário.
Os juros reais brasileiros (diferencial entre Selic e inflação) estão entre os maiores do mundo. Eles dão mais segurança para o real e atraem capital estrangeiro. Investidores emprestam dinheiro de países com taxas menores para aplicar onde as taxas são maiores.
Dados do fechamento de abril mostram que, no acumulado do ano, a B3 registrou resultado positivo de R$ 56,54 bilhões, mais do que o dobro do total do ano passado, de R$ 25,47 bilhões.
Novo shekel israelense
A moeda aparece na liderança. O principal motivo é que investidores passaram a avaliar que a economia israelense continuou resiliente mesmo em meio à guerra, que começou com um ataque de Israel e Estados Unidos ao Irã.
A atividade no país é impulsionada pelo setor de tecnologia, pela entrada de capital estrangeiro e pelo apoio financeiro dos EUA.
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