Brasil
Lula sanciona lei que endurece combate a facções criminosas com dois vetos
Texto estabelece penas de até 40 anos para lideranças, dificulta progressão de regime e cria instrumentos para o Estado confiscar bens e recursos do “andar de cima”.
O presidente Lula (PT) sancionou nesta terça, 24, a lei Antifacção, aprovada pelo Congresso no fim de fevereiro após embates entre governo e oposição. Chamado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, o texto foi enviado pelo governo federal, mas sofreu mudanças significativas no Legislativo ao ser relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
Dois trechos da lei foram vetados. O primeiro era o que permitia que pessoas fossem enquadradas na lei mesmo sem comprovação de que integram organizações criminosas, o que o presidente considerou inconstitucional. Havia o temor de que, caso essa parte fosse sancionada, movimentos sociais fossem criminalizados.
O segundo veto foi ao dispositivo que previa que valores e produtos apreendidos do crime organizado fossem enviados a fundos dos estados e do Distrito Federal. Lula apontou que essas receitas pertencem somente à União agora, e que uma eventual destinação aos estados poderia significar perdas ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao sistema prisional. Além disso, o Congresso não apresentou uma estimativa do impacto financeiro da medida.
O presidente disse que a lei permitirá enquadrar os líderes do crime organizado. “Com essa lei, a gente tem a chance de pegar os responsáveis das facções que moram em apartamentos de luxo e que nós chamamos de magnatas do crime nesse país. São esses que precisam ser presos e punidos para que a gente possa superar o crime organizado de verdade.”
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