Brasil
CNU 2: 40,5% dos aprovados são negros, indígenas, quilombolas e PCDs, diz ministério
Índice representa um avanço em relação ao percentual registrado na primeira edição do certame, de 33,6%.
Dados apresentados na terça-feira (17) pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, mostram que a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) foi mais inclusiva: 40,5% dos candidatos aprovados conquistaram a vaga por meio da política de cotas, isto é, de vagas reservadas para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCDs).
A fatia representa um avanço em relação ao percentual registrado na primeira edição do concurso, de 33,6%. Do total de pessoas aprovadas por políticas afirmativas, estão:
29,7% pessoas negras — no CNU 1, esse valor foi de 18,8%
7,6% pessoas com deficiência
2% pessoas indígenas
1,2% pessoas quilombolas
Também há maior diversidade regional. Os candidatos da região nordeste tiveram um crescimento em relação à primeira edição do concurso, passando de 26% para 29,3%. O centro-oeste, sul e norte tiveram, respectivamente, 25,3%, 5,7% e 5,2% dos aprovados no CNU 2.
A inclusão também é de gênero, conforme mostram os dados. Mulheres são 48,4% dos aprovados nessa segunda edição, um aumento de mais de 10% quando comparada ao índice da primeira edição do concurso, que foi de 37%.
— Essa segunda edição consolida o CPNU como uma política pública inclusiva a partir da qual estamos construindo um serviço público com a cara do Brasil — afirmou a ministra do MGI, acrescentando: — A ideia era trazer para dentro do serviço público brasileiro pessoas que representem toda a nossa diversidade, seja regional, seja étnico-racial, seja de gênero, e a gente tem isso como um resultado.
No geral, o concurso aprovou 3.649 pessoas de 578 municípios de todos os estados do país.
Cronograma
Com a divulgação do resultado final em na segunda-feira (dia 16), encerra-se o ciclo classificatório da segunda edição do concurso. O concurso entra em uma nova fase. Atente-se às datas:
Pós- 16/03 – Começam os procedimentos para nomeação e, quando necessário, convocação para investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou curso de formação;
Entre 17/03 e 24/03 – Prazo para preenchimento da Ficha de Informações Pessoais (FIP) referente à investigação social e funcional para o cargo de Analisa Técnico de Justiça e Defesa (ATJD);
Entre 6/04 e 10/04 – Prazo para envio da documentação referente à defesa de memorial e prova oral.
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