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Em entrevista nos sete anos do 18Horas, Armando Mendes diz que programa foi criado para defender a saúde pública
Armando disse que a contribuição do programa é modesta, mas feita com independência. “O maior ganho foi a credibilidade, de fazer bem feito”, declarou. E agradeceu a todos da equipe da rádio.
O empresário Armando Mendes foi o entrevistado na edição de aniversário de sete anos do programa 18Horas, da Rádio MIX Manaus, neste dia 27/05. Ele é o idealizador do programa e disse que os sete anos foram apenas o começo. Ele citou o pai, o ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes. E enfatizou a importância que o programa dá na defesa da saúde pública do Estado.
Armando disse que a contribuição do programa é modesta, mas feita com independência. “O maior ganho foi a credibilidade, de fazer bem feito um programa de uma hora por dia que tem feito diferença. E agradeceu a todos da equipe da rádio.
O dirigente da rádio MIX Manaus fez uma retrospectiva dos sete anos do 18Horas, sempre destacando a saúde pública como preocupação principal. E fez uma análise dos fatos mais relevantes no setor, informados pelo 18Horas.
Segundo ele, no Amazonas, o que acontece na saúde pública se compara a lugares onde há guerra, em condições subumanas. Disse que médicos e outros profissionais do setor às vezes precisam de dois ou três empregos, tanto no sistema estadual como no municipal e necessitam de melhores condições para exercer a profissão. “O mais assustador é que a situação é normalizada. E a pandemia não serviu para nada. Ninguém foi responsabilizado pelas mortes”, disse.
Armando disse que não acredita nos números oficiais da pandemia, que segundo ele são subnotificados e aquém da realidade. “Tirando as pessoas que perderam familiares, as outras parecem ter esquecido”, disse, se referindo aos problemas que o Estado enfrentou. “Foi uma tragédia não apenas em termos de vida, mas também uma tragédia para a economia”.
Ele disse que que programa foi criado para tratar da saúde pública. “Nada é tão urgente do que quando as pessoas chegam aos hospitais precisando de atendimento, que os contribuintes pagam para ter”, afirmou.
Armando criticou a gestão anterior do governo do Amazonas que, disse, não avançou em nada nos últimos sete anos. E anunciou que o programa vai continuar informando, com a intenção de colaborar com a população e com os governos.
E ele também citou dados que apontam o Estado nos últimos lugares em educação e segurança pública. “Falharam em tudo. Gostaria de saber o que o estado conseguiu de positivo nos últimos sete anos. É uma falta de respeito com a população e os profissionais”, declarou.
Armando defendeu o direito da população a uma saúde pública com dignidade, com eficiência. E disse que as pessoas não estão sendo respeitadas no sistema, que nada mudou e que vidas continuam sendo desrespeitadas todos os dias.
Ele criticou o que chamou de “falta de espírito público”, “que mata mais do que uma pandemia”. E lembrou que o governador anterior é processado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso dos respiradores e ainda vai tentar um novo mandato eletivo, no caso, de senador.
Também disse que nunca viu “uma classe política tão ignóbil”, no Páis e no Amazonas, que não houve avanço nenhum nos últimos anos, “a não ser no crescimento de grupos que ganharam dinheiro nas tragédias”, com “pessoas desqualificadas para gerir o Estado”. Pessoas que, afirmou, se auto enganam e deliram, achando que foram excelentes e se candidatam novamente.
Armando declarou que espera que surjam não só propostas, mas uma luz, nas próximas eleições, e que as pessoas reivindiquem seu direito a ter saúde pública de qualidade, segurança pública e educação. Segundo ele, há carência tremenda de pessoas com apatia e espírito público mas há esperança nos jovens. E o programa 18Horas tem cumprido sua missão.
Veja a entrevista na íntegra, no 18Horas.com.br
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