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Economia

Prévia do PIB cai pelo 2º mês seguido e se distancia de recorde, mostra Banco Central

O indicador é conhecido por antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país.

O nível de atividade econômica do Brasil abriu o segundo semestre em queda e encolheu 0,22% em julho, mostra o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), divulgado hoje pelo Banco Central. O indicador é conhecido por antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país.

Prévia indica que o PIB recuou pelo segundo mês seguido. Após cair 0,64% em junho, a atividade econômica nacional voltou a encolher 0,22%. As expectativas do mercado financeiro apontavam para uma queda menor, de 0,1%, do IBC-Br na abertura do segundo semestre.

Quedas afastam o indicador do maior patamar da história. Com as baixas registradas, a prévia do PIB aparece aos 109,9 pontos na série dessazonalizada (livre de influências sazonais), menor nível desde dezembro (109,5 pontos). Em maio, o IBC-Br figurava no maior nível da série histórica, iniciada em 2003 (111,1 pontos).

Agropecuária direcionou a queda da atividade em julho. O setor encolheu 1,15% e guiou o desempenho da prévia do PIB. A queda também foi acompanhada pela indústria (-0,4%). Já o setor de serviços, responsável por cerca de 60% da economia nacional, permaneceu estável e contraiu apenas 0,01%.

Comparações anuais do índice permanecem positivas. O IBC-Br apresenta alta de 1,5% no acumulado dos últimos 12 meses, mesma variação do acumulado até junho. Já ante julho do ano passado, a atividade econômica do Brasil evoluiu 1,1%.

Dados comprovam perda de intensidade da economia. A retração da prévia do PIB confirma o cenário observado no desempenho dos principais setores e abre margem para a quinta queda consecutiva de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros, de 14% para 13,75% ao ano. “Com a atividade mais fraca e a inflação dando sinais de desaceleração, existe espaço para continuar reduzindo os juros, mas as expectativas de inflação ainda acima da meta, o cenário fiscal e os riscos externos recomendam cautela”, diz Pablo Spyer, conselheiro da Ancord (Associação Nacional das Corretoras de Valores).

“O cenário econômico brasileiro, de juros elevados por um longo período de tempo, aumento do endividamento das famílias e na inadimplência tornam a atividade econômica mais desafiadora”, diz Sara Paixão, analista da InvestSmart XP.

O que é o IBC-Br

Indicador é calculado a partir de uma base similar à do IBGE. Com divulgações mensais, a coleta de dados do Banco Central é classificada como a “prévia do PIB” por antecipar o andamento da atividade econômica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresenta os dados sobre o desempenho da economia apenas a cada período de três meses.

Resultado do segundo trimestre teve diferença de 0,32 ponto percentual. Os dados oficiais do IBGE mostraram que o PIB brasileiro avançou 0,5% entre abril e junho, na comparação com os primeiros três meses deste ano. No IBC-Br, foi contabilizado um avanço de 0,18% da atividade econômica no mesmo período. Ambos os resultados ainda podem ser atualizados.


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