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Economia

Inflação desacelera a 0,07% em julho, menor taxa para o mês desde 2022

IPCA acumulado em 12 meses recua para 4,44%. A perda de ritmo do indicador também se refletiu na oscilação da inflação para o período entre agosto de 2025 e julho deste ano.

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A inflação perdeu força pelo quarto mês consecutivo e foi de 0,07% em julho, ante alta de 0,16% em junho, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Puxada pela queda nos preços dos alimentos, a desaceleração coloca o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) novamente dentro do teto da meta.

Inflação de julho foi a menor para o mês desde 2022 (-0,68%). A variação de 0,07% do IPCA no mês passado mantém a trajetória de desaceleração do índice iniciada em abril. No mesmo mês do ano passado, a inflação oficial do Brasil foi de 0,26%.

IPCA acumulado em 12 meses recua para 4,44%. A perda de ritmo do indicador também se refletiu na oscilação da inflação para o período entre agosto de 2025 e julho deste ano. No mesmo período do ano passado, a taxa acumulada até julho era de 5,23%.

Índice oficial de preços retorna ao teto da meta. Após furar o limite em maio (4,72%) e subir novamente em junho (4,81%), a taxa divulgada hoje volta à margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para a meta de 3% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para um intervalo entre 1,5% e 4,5% ao ano.

Refeições

Alimentos ficam mais baratos pelo segundo mês seguido. Após recuar 0,24% em junho, os preços relacionados às despesas alimentares caíram 0,67% no mês passado. As principais quedas foram do tomate (-29,09%), da batata-inglesa (-19,59%), da cenoura (-14,41%) e do café moído (-2,45%).

Queda foi puxada pela deflação de 1,14% da alimentação no domicílio. A variação negativa reverteu as altas do leite longa vida (+2,47%) e das frutas (+1,2%). Fora de casa, a inflação dos alimentos acelerou de 0,15% para 0,55%, com as altas do lanche (0,76%) e da refeição (+0,42%).

Outros itens

Preço das tarifas de energia elétrica residencial subiu 3,09%; A alta é motivada pela manutenção da bandeira amarela nas contas de luz. A cobrança extra estabelecida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aumenta as contas em R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

O que é o IPCA

Inflação oficial é calculada a partir de 377 produtos e serviços. A escolha dos itens tem como base o consumo das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. O cálculo final considera um peso específico para cada um dos itens analisados pelo indicador.

IPCA abrange a evolução dos preços em nove grandes grupos. As análises consideram as variações apresentadas por itens das áreas de alimentação e bebidas, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

Análise mensal é realizada nos grandes centros urbanos do Brasil. Para isso, o IBGE realiza as coletas de preços nas regiões metropolitanas de Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e do Distrito Federal. Também há pesquisadores nos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.


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