Brasil
Marinha reforça ações para enfrentamento da seca na Amazônia Ocidental
Medidas envolvem ações de prevenção aos impactos da estiagem na navegabilidade dos rios da região
Imagem: Marinheiro (Temporário) Campos Fonte: Agência Marinha de Notícias Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/
A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN), intensifica a execução do Plano de Ação voltado ao enfrentamento da seca na Amazônia Ocidental, em 2026, com foco nos estados do Amazonas e de Rondônia.O conjunto de medidas envolve levantamentos hidrográficos; divulgação de informações à comunidade marítima e fluvial; e preparação logística de meios navais, equipamentos e efetivo militar. As ações são conduzidas de forma integrada com órgãos das esferas federal, estadual e municipal, bem como com instituições e empresas ligadas ao setor de navegação na região amazônica.
Segundo o Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante André Luiz de Andrade Felix, o planejamento busca prever impactos da estiagem e garantir condições seguras para a navegação nos rios da região. “O Plano de Ação reúne iniciativas coordenadas entre diversos atores envolvidos na atividade fluvial amazônica, permitindo maior capacidade de resposta diante dos desafios impostos pela seca”, destacou.Entre as ações previstas, destacam-se os levantamentos hidrográficos a serem realizados em pontos críticos da Amazônia Ocidental por meios subordinados ao Centro de Hidrografia e Navegação do Noroeste (CHN-9). Os dados obtidos serão utilizados na atualização das plantas batimétricas e divulgados à comunidade marítima por meio do site da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
Trechos críticos
De acordo com as instituições que conduzem estudos climatológicos, há alta probabilidade de ocorrência de uma estiagem severa na Amazônia no segundo semestre de 2026. Para o enfrentamento desse possível cenário, o CHN-9 dispõe de um navio e dois Avisos Hidroceanográficos Fluviais que realizam levantamos hidrográficos ao longo de todo o ano.Segundo o Diretor do CHN-9, Capitão de Fragata Fábio Luis Moreira Jacobucci Bambace, esses levantamentos serão intensificados em trechos críticos à navegação de navios de grande porte, como a Passagem do Tabocal e a Enseada do Madeira, no Rio Amazonas, as Ilhas Trocari e Jussara, no Rio Solimões, além de pontos do Rio Madeira.“A Marinha do Brasil envidará esforços para garantir a Segurança da Navegação nos rios da Amazônia Ocidental, a fim de permitir a continuidade do abastecimento da região Norte e do escoamento da produção pelos portos do Arco Norte”, disse o Comandante Bambace.
Integração entre instituições
Como parte das estratégias de preparação para o período de estiagem, a Marinha promoveu, no dia 18 de maio, uma reunião na sede do Comando do 9º Distrito Naval, em Manaus-AM, com órgãos públicos, empresas privadas e entidades civis para reforçar as discussões e buscar por soluções comuns.Estiveram presentes representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Departamento de Gestão Hidroviária do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Várias empresas e entidades também se fizeram representar, como: Superterminais, Porto Chibatão, Moto Honda, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Praticagem dos Rios da Amazônia Ocidental (Proa), FH Navegação, Grupo Atem, Norsul Navegação, Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Norcoast Manaus, Ageo Terminais, Receita Federal, Maersk, Fogás, Costa Amazônica Limitada, One Brasil, da Log-In Logística, Sindicato das Agencias Maritimas do Amazonas, Prates Navegação e Associação Comercial do Amazonas.
O encontro promovido pelo Com9ºDN teve o propósito de alinhar planos de ação, esclarecer dúvidas e identificar obstáculos relacionados ao período de seca na região. Na ocasião, os participantes apresentaram suas demandas e as ações previstas para o enfrentamento da estiagem. O diálogo com os participantes envolvidos na operacionalização dessas estruturas é fundamental para identificar dificuldades, alinhar medidas e aprimorar o fluxo de informações durante o período da seca. Também buscamos aperfeiçoar o monitoramento de dados e a comunicação estratégica com a sociedade e com a comunidade marítima”, ressaltou o Vice-Almirante Felix.
Preparação para apoio humanitário
A Marinha mantém meios, pessoal e material em condições de pronto emprego para atuar em apoio às comunidades ribeirinhas atingidas pela estiagem severa. Em operações anteriores, a Força atuou no transporte de água potável, cestas básicas e suprimentos para municípios isolados pela seca na região amazônica.As ações previstas no Plano de Ação poderão ser ampliadas de acordo com o comportamento e a tendência dos rios da Bacia Amazônica ao longo do ano. Presente de forma permanente na Amazônia Ocidental, a MB segue desempenhando suas atribuições relacionadas à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana nos rios, à prevenção da poluição hídrica e ao combate a atividades ilícitas nas Águas Jurisdicionais Brasileiras, em coordenação com os demais órgãos públicos.
Fonte: Agência Marinha de Notícias
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