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Brasil

Exército informa que atuação na Faixa de Fronteira impôs mais de R$ 600 milhões de prejuízo ao crime em 2025

A Faixa de Fronteira abrange 16,7% do território nacional e se estende por mais de 16 mil quilômetros limítrofes com dez países.

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O Exército Brasileiro informou que, em 2025, realizou mais de 4 mil ações na faixa de fronteira, impondo aproximadamente R$ 633,8 milhões de prejuízo ao crime organizado, mediante a apreensão de drogas, armas, munições, veículos, embarcações e materiais empregados em atividades ilícitas.

O investimento operacional foi de cerca de R$ 10 milhões, “demonstrando elevada relação custo-benefício no enfrentamento aos delitos transfronteiriços”.

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A Faixa de Fronteira abrange 16,7% do território nacional e se estende por mais de 16 mil quilômetros limítrofes com dez países. A região, marcada por baixa densidade populacional, infraestrutura limitada e grande diversidade de biomas, apresenta desafios que exigem capacidades diferenciadas e atuação integrada entre diversos órgãos do Estado brasileiro.

De acordo com o Exército, a atuação na faixa de fronteira fundamenta-se em duas ideias centrais: presença e dissuasão. A presença se materializa nas 78 organizações militares distribuídas ao longo da fronteira, somando cerca de 25 mil militares, além da capacidade de deslocamento rápido para qualquer ponto do território. Já a dissuasão decorre da manutenção de forças preparadas e aptas a desencorajar agressões e atividades ilícitas, gerando efeito preventivo sobre atores estatais e não estatais.

Segundo o Exército, a presença e a dissuasão na faixa de fronteira são ampliadas por meio do Programa Estratégico do Exército Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Mesmo em processo de implantação progressiva, o sistema já representa um importante incremento da presença e da dissuasão do Estado em regiões sensíveis, ao integrar sensores, meios de comunicação e ferramentas de apoio à decisão, diz.

No enfrentamento direto aos ilícitos transfronteiriços, o Exército destaca as Operações Ágata e a Operação Catrimani, que apreenderam ou inutilizaram materiais associados ao garimpo ilegal. Além de enfraquecer a atividade criminosa, a operação contribui para a proteção ambiental e para a redução dos danos causados a rios e comunidades tradicionais.

O Exército também destaca papel relevante no apoio às ações de desintrusão em terras indígenas, como nos territórios Kayapó, Munduruku, Uru-Eu-Wau-Wau e Yanomami. Nesses casos, fornece apoio logístico, estrutura de comando e controle, além de condições para a atuação de órgãos como Funai, Polícia Federal e Ibama, contribuindo para a retirada de invasores, o combate ao garimpo ilegal e a proteção do meio ambiente e dos povos indígenas, em cumprimento às decisões da Justiça Federal.


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