Amazonas
Polícia retoma controle de presídio de policiais acusados de crime no Amazonas
O Núcleo Prisional da Polícia Militar abriga exclusivamente policiais militares presos.
As forças de segurança do Amazonas retomaram o controle do Núcleo Prisional da Polícia Militar, na madrugada desta quarta-feira (02/09), após um motim iniciado no dia anterior, quando quatro policiais militares que atuavam na guarda da unidade foram feitos reféns por internos, que são policiais militares presos por decisões judiciais.
O Núcleo fica na BR-174, zona rural de Manaus, onde, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar entrou e retomou o controle da unidade e libertou os reféns: um major e três soldados. Segundo as autoridades, ninguém ficou ferido.
De acordo com a PMAM, cerca de 120 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Canil, Cavalaria, Grupo Marte, Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e 1º Batalhão de Choque participaram da operação.
Representantes da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) acompanharam a operação.
A SSP-AM informou que procedimentos serão instaurados para apurar as circunstâncias do motim e possíveis crimes cometidos pelos policiais militares custodiados na unidade. As informações também serão encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e à Justiça Militar. As forças de segurança permaneceram no local após a liberação dos reféns para garantir o controle da unidade.
Segundo a Rede Amazônica de Televisão, o motim foi motivado pela mudança do dia de visitas, que passou de domingo para sexta-feira, além da retirada de benefícios que não foram informados. Durante a ação, internos quebraram câmeras de segurança e danificaram celas da unidade.
O Núcleo Prisional da Polícia Militar abriga exclusivamente policiais militares presos. O motim ocorreu cerca de quatro meses após a transferência de 71 policiais militares presos para a atual unidade. Na antiga unidade, houve a fuga de 23 internos.
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