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Amazonas

Nível do rio Negro entra no mês de junho 65 centímetros abaixo do registrado em 2025, aponta medição do Porto de Manaus

A maior cheia da história do Rio Negro ocorreu em 2021, quando o nível das águas atingiu a marca recorde de 30,02 metros no Porto de Manaus.

Neste sábado (05), foi registrada a maior cheia em 119 anos

O nível do rio Negro em Manaus começou o mês de junho de 2026 65 centímetros abaixo do registrado na mesma data de 2025. No último dia 1º, a cota registrada pelo Porto de Manaus foi de 27,95 metros, contra 28,60 metros no dia 1º de junho de 2025. Em 2024, a cota registrada na mesma data foi de 26,49 metros. Em 2023, de 28,14 metros.

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No primeiro dia de junho deste ano o nível do rio Negro, em Manaus, subiu 5 centímetros. A maior cheia da história do Rio Negro ocorreu em 2021, quando o nível das águas atingiu a marca recorde de 30,02 metros no Porto de Manaus. Naquele ano, 58 dos 62 municípios amazonenses sofreram com a cheia.

O recorde da cheia do Rio Negro foi batido no dia 1ª de junho de 2021 quando o nível chegou a 29,98 metros, ultrapassando em 1 centímetro o recorde anterior, de 2012. Em 2021, em praticamente todo o Amazonas, a cheia causou inundações. De acordo com dados da Defesa Civil, mais de 400 mil pessoas foram afetadas. Das 62 cidades, 48 entraram em situação de emergência.

Para 2026, o 3º Alerta de Cheias do Amazonas, do Serviço Geológico do Brasil (SGB), na semana passada, estimou a cota máxima do rio Negro em Manaus em 28,20 metros, o que não é considerado uma cheia severa. O SGB informou que, embora o evento seja classificado como uma cheia de baixa magnitude, os níveis dos rios em Manaus e Manacapuru já ultrapassaram suas respectivas cotas de inundação. E que, para as estações de Itacoatiara e Parintins, os modelos indicam probabilidade inferior a 1% de atingimento desta cota de referência.

De acordo com o SGB, chance do rio Negro de atingir a cota de inundação severa (29 m), que causa transtornos significativos à infraestrutura urbana, é de apenas 2%. A probabilidade de superar o recorde histórico de 2021 (30,02 m) é inferior a 1%.

Em Manacapuru, o rio Solimões apresenta 80% de probabilidade de atingir a cota de 18,98m, já tendo ultrapassado a cota de inundação de 18,20 m. O cenário para a cota de inundação severa (19,60 m) e para a cota máxima histórica (20,86 m) permanece com chances abaixo de 1%.

Em Itacoatiara e Parintins, as estações do rio Amazonas, a probabilidade de ocorrência de cenário de inundação é mínima. Em ambas estações, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação é inferior a 1%.

O pesquisador Andre Martinelli ressalta que, embora as águas tenham ocupado áreas de inundação em Manaus e Manacapuru, as marcas estão dentro da normalidade estatística. Entretanto, o monitoramento em Tabatinga (AM) indica a necessidade de atenção para o risco de estresse hídrico severo para o segundo semestre, com possibilidade de uma estiagem extrema, principalmente se a confirmação do fenômeno El Niño refletir em aumento da intensidade de descida das águas.

Com base na série histórica de amplitudes, entre pico de cheia e pico de estiagem, e nas projeções relacionadas ao pico de cheia 2026, foram apresentados dois cenários para a estiagem em Tabatinga e para Manaus: “Se considerarmos as amplitudes medianas, espera-se um nível de 1,42 m em Tabatinga e 16,89 m em Manaus. O que já são consideradas cotas baixas nestas localidades”, explicou Martinelli.

O cenário pode ser ainda pior, principalmente se a hipótese do El Niño intensificar as descidas dos níveis, então usou-se como referência as amplitudes do percentil 85. “Neste contexto, podem ser observados níveis de -42 cm em Tabatinga – configurando a quarta pior seca registrada – e 14,54 m em Manaus, alcançando o valor registrado em 1926, a oitava pior seca neste município”, destacou o pesquisador.


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