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Amazonas

MPAM deflagra operação contra policiais envolvidos em fugas no Núcleo Prisional da Polícia Militar, em Manaus

As investigações mostraram suspeitas de que os policiais aproveitavam as saídas ilegais para cometer crimes graves, como tráfico de drogas, roubos e até assassinatos.

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) informou que deflagrou, nesta terça-feira (17/03), a Operação Sentinela, para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra policiais militares investigados por facilitar a fuga de 23 custodiados do Núcleo Prisional da Polícia Militar, fato ocorrido em 27 de fevereiro deste ano.

A ação é conduzida pela 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial, com apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

No dia 27 de fevereiro, policiais militares que cumpriam pena no Batalhão de Guardas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus, foram dados como foragidos após uma revista realizada no fim da tarde.

No dia da fiscalização, policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e do Batalhão de Choque prenderam policiais militares que estavam fazendo a guarda dos presos militares que não foram encontrados no local.

O Diário Oficial do Estado do Amazonas (DOU) publicou decreto, no dia 11 de março de 2026, com a exclusão definitiva do major Galeno Edmilson de Souza Jales das fileiras da Polícia Militar. Ele era o responsável pelo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) quando a fiscalização flagrou as fugas e saídas irregulares de detentos militares.

As investigações mostraram suspeitas de que os policiais aproveitavam as saídas ilegais para cometer crimes graves, como tráfico de drogas, roubos e até assassinatos.

Toda a guarda do presídio foi presa em flagrante. Eles foram acusados de ajudar ou facilitar as fugas. Para colocar ordem no local, o Comando-Geral chamou o Batalhão de Choque, que assumiu a direção do presídio imediatamente.

Ao mandar prender Galeno, o juiz Luís Alberto Albuquerque afirmou que o caso revoltou a sociedade e manchou a imagem da Polícia Militar. Para o magistrado, o problema não era um erro isolado de soldados, mas sim uma falha que vinha de quem mandava no presídio. O juiz disse que essa “bagunça” já acontecia há muito tempo e era de responsabilidade dos chefes.


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