Amazonas
Ministros do STF apertam cerco a penduricalhos e proíbem novos benefícios a Judiciário e MP
Despachos de Moraes, Dino, Zanin e Gilmar vedam medidas vistas como tentativa de ‘driblar’ decisão da Corte sobre teto remuneratório
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes assinaram um conjunto de decisões, nesta sexta-feira (dia 8), que amplia o alcance das restrições impostas pela Corte aos chamados “penduricalhos” do Judiciário e de carreiras jurídicas. O tribunal determinou que também ficam proibidas revisões, reclassificações e reestruturações de cargos, funções e comarcas que possam gerar aumento indireto de remuneração.
Os despachos foram assinados em ações diferentes, mas repetem o mesmo entendimento e funcionam como um complemento à decisão tomada pelo plenário do STF em 25 de março, quando a Corte fixou novas regras para verbas indenizatórias e vantagens funcionais. Agora, os ministros deixam explícito que medidas adotadas após o julgamento também poderão ser barradas caso sejam consideradas formas de contornar a decisão do tribunal.
Nos textos, os ministros afirmam que “não produzem efeitos” medidas como novas classificações de comarcas como sendo de “difícil provimento”, desdobramentos de ofícios, criação de novas regras de plantão e gratificações por acúmulo de funções. As decisões citam essas iniciativas como possíveis “caminhos de drible ao cumprimento leal e respeitoso da decisão do STF”.
“Por exemplo, desde a data do julgamento pelo Plenário do STF (25/03/2026), não produzem efeitos nova classificação de comarcas como de ‘difícil provimento’, desdobramentos de ofícios, novas normas sobre plantões funcionais, gratificações de acúmulo, entre outros caminhos de drible ao cumprimento leal e respeitoso da decisão do STF”, dizem os ministros no conjunto de despachos.
As determinações atingem órgãos do Poder Judiciário, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, Advocacias Públicas e Defensorias Públicas em todo o país. Os ministros também proibiram pagamentos registrados em mais de um contracheque e determinaram que os valores pagos sejam divulgados de forma transparente nos portais públicos.
Nas decisões, Moraes, Dino, Zanin e Gilmar reforçam que o STF estabeleceu duas “balizas fundamentais” no julgamento de março. A primeira, de que verbas indenizatórias precisam respeitar o princípio da legalidade. E a segunda, a de que caberá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) regulamentar conjuntamente quais pagamentos serão admitidos e quais limites deverão ser observados.
Com informações do site Extra
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.











Faça um comentário