Amazonas
Ipaam multa Innova em R$ 12,5 milhões após vazamento de estireno
O vazamento ocorreu no complexo industrial da empresa, no Distrito Industrial I, após um dos tanques de armazenamento sofrer superaquecimento.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que autuou em R$ 12,5 milhões, na tarde de sexta-feira (17/07), a Videolar-Innova S.A., empresa onde ocorreu o vazamento de monômero de estireno que colocou Manaus em alerta entre quarta-feira, 15, e quinta-feira, 16.
Segundo o Ipaam, a penalidade foi aplicada por infração à legislação ambiental em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente, que causou significativo desconforto respiratório e olfativo à população.
A autuação, informoui o órgão, está fundamentada na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais, e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina a fiscalização e a aplicação de penalidades ambientais no Amazonas. O Ipaam informou também que continua acompanhando a execução do Plano de Ação de Emergência (PAE) da empresa e que novas medidas administrativas poderão ser adotadas caso as fiscalizações identifiquem outras irregularidades.
O vazamento ocorreu no complexo industrial da empresa, no Distrito Industrial I, após um dos tanques de armazenamento sofrer superaquecimento provocado por uma reação química. Para evitar uma explosão, o sistema de segurança realizou a liberação controlada de vapores de estireno, formando uma nuvem que se espalhou por diferentes áreas da capital e mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), órgãos ambientais e equipes da Prefeitura de Manaus.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) contabilizava 149 pessoas atendidas na rede pública após exposição aos vapores, até sábado.
Segundo o Ipaam, desde o acionamento da ocorrência, fiscais acompanham a execução do Plano de Ação de Emergência (PAE) adotado pela empresa para conter o vazamento e reduzir seus efeitos. Paralelamente, técnicos do instituto realizam levantamentos para identificar possíveis impactos ambientais decorrentes da dispersão dos vapores de estireno.
O órgão ambiental informou que a autuação decorre da poluição atmosférica provocada pelo incidente e do desconforto respiratório e olfativo causado à população atingida. As análises técnicas e fiscalizações permanecem em andamento para subsidiar a adoção de eventuais providências adicionais previstas na legislação ambiental.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros manteve o trabalho de resfriamento do tanque e o monitoramento da área isolada, com um perímetro de aproximadamente 300 metros ao redor da unidade industrial.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.













Faça um comentário