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Amazonas

Evangélicos já são maioria da população do Amazonas com mais de 16 anos, aponta pesquisa ‘Religião e Vida Pública no Brasil’

O levantamento foi feito entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026, com 15 mil entrevistas presenciais em todo o país.

Semcom/Arquivo

A maior proporção de evangélicos entre os estados brasileiros está no Amazonas. São 46% da população com mais de 16 anos adeptos das diferentes doutrinas evangélicas, segundo a pesquisa ‘Religião e Vida Pública no Brasil’, realizada pelo ISER (Instituto de Estudos da Religião) em parceria com a Quaest. Os católicos somam 44%. As informações são do Amazonas Atual.

Rondônia e Acre aparecem na sequência, ambos com 45% de evangélicos. No cenário nacional, os católicos são 50% e os evangélicos, 27%. O levantamento foi feito entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026, com 15 mil entrevistas presenciais em todo o país.

A diferença também aparece quando os estados são comparados pela presença católica. O Amazonas está entre os locais com menor proporção de católicos, com 44%, enquanto o Piauí registra o maior percentual, com 73%.

Jovens e mulheres

O levantamento nacional traçou ainda o perfil sociodemográfico dos diferentes grupos religiosos. Os dados mostram uma presença maior do catolicismo entre as faixas mais velhas e dos evangélicos entre os mais jovens.

Entre pessoas de 60 anos ou mais, os católicos representam 65%, enquanto os evangélicos são 22%. Na faixa de 16 a 34 anos, os católicos caem para 39% e os evangélicos chegam a 33%. Entre os que não têm religião, a proporção é de 19% entre os jovens e de 8% entre os idosos.

As mulheres também apresentam maior presença evangélica: 30%, contra 27% entre os homens. Entre os que não têm religião, o percentual é de 10% entre mulheres e 17% entre homens.

A diferença aparece também na frequência das práticas religiosas. Segundo a pesquisa, 47% das mulheres frequentam cultos ou missas semanalmente, contra 37% dos homens. Na frequência de orações várias vezes ao dia, os índices são de 48% entre mulheres e 35% entre homens.

Religião por raça e renda

Os evangélicos representam 31% entre pessoas pretas e 31% entre pardos, enquanto entre brancos o percentual é de 26%. No catolicismo, a proporção é de 51% entre brancos, 51% entre pardos e 44% entre pretos.

Na divisão por renda familiar, os católicos representam 54% entre aqueles que recebem até dois salários mínimos e 46% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos. Os evangélicos ficam em torno de 30% nas faixas de renda de até cinco salários mínimos e caem para 26% entre os grupos de maior renda.

A parcela sem religião aumenta conforme a renda: passa de 11% entre quem recebe até dois salários mínimos para 18% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

Sem religião são minoria

No Amazonas, 9% dos entrevistados declararam não ter religião. O percentual é próximo ao registrado na Região Norte, mas fica abaixo de estados como Roraima, onde chega a 30%, e Rio de Janeiro, com 17%. No país, os sem religião representam 14%.

As religiões de matriz africana, como Candomblé e Umbanda, registram variação entre 0% e 1% no Amazonas. Os maiores percentuais são registrados no Rio de Janeiro, com 6%, e no Rio Grande do Sul, com 5%.

A pesquisa também identificou que 3% dos brasileiros associam tradições indígenas a visões “demoníacas” ou “do mal”.

Identificação com partidos

A pesquisa também analisou religião e preferência partidária. Entre os protestantes, 39% demonstram afinidade com o PL; entre pentecostais, são 32%; e entre evangélicos sem igreja, 28%.

O PT apresenta maior identificação entre praticantes de religiões afro-brasileiras, com 22%, e entre católicos praticantes, com 21%. Entre católicos não praticantes, o percentual é de 23%.

Apesar dessas diferenças, 68% dos entrevistados afirmam não ter preferência por nenhuma legenda. A pesquisa também aponta que entre 80% e 85% dos fiéis rejeitam a interferência direta de lideranças religiosas nas eleições, como indicação explícita de voto ou realização de campanha dentro de templos.

Os cruzamentos entre religião e partido são nacionais e, portanto, não indicam a preferência partidária dos grupos religiosos especificamente no Amazonas.


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