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Amazonas

Enfermagem: deputado diz que saúde do Amazonas “está ruim e vai ficar pior”

Em artigo, Wilker Barreto diz: o problema é que todos os trabalhadores da Saúde no Estado afirmam que a nova empresa de enfermagem não possui especialização para desenvolver o trabalho.

Em artigo publicado nesta quinta-feira, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), disse que a saúde do Amazonas “está ruim e vai ficar pior”. Segundo ele, um dos motivos é que, a partir do dia 1º de novembro, o governador Wilson Lima (PSC) resolveu substituir o Instituto de Enfermagem em Terapia Intensiva (IETI) – que cuida de 39 Unidades de Terapia Intensiva – para a Manaós Serviços de Saúde Ltda.

“O problema é que todos os trabalhadores da Saúde no Estado afirmam que a nova empresa não possui especialização para desenvolver o trabalho, e também não conta com profissionais aptos para trabalhar na UTI; o momento mais delicado da vida humana”, disse o deputado.

Wilker denunciou que há hospitais sem cirurgias, falta de insumos básicos, servidores com salários atrasados e mortes nos hospitais. “Estamos vivendo um caos na saúde pública do Amazonas. E como tenho avisado, o caos está instalado por decisões erradas, feitas por quem comanda o nosso Amazonas. Para ficar pior neste ‘efeito dominó’, que não acaba, a partir do dia 1º de novembro, o governador Wilson Lima resolveu substituir IETI.

Ele lembra que foram feitas denúncias da contratação dos enfermeiros por parte do governo do Amazonas e que a empresa contratada está recrutando profissionais sem a experiência necessária para o trabalho. “Ou seja, podem colocar em risco a vida de centenas de pacientes”, afirma.

O que era para ter sido visto com cuidado e zelo foi feito às pressas. A nova administradora das UTIs possui três sócias servidoras públicas do Estado lotadas nas unidades de saúde da capital. Não custa lembrar que a Lei de Licitações proíbe o servidor público de participar de licitações realizadas pelo órgão solicitante. Mas neste governo, tudo pode.

Segundo o deputado, no artigo, um outro fator, muito preocupante, é o valor apresentado pela Manaós: “a empresa venceu por oferecer o valor mais baixo do certame: R$ 16.395.715, muito abaixo da oferta, o que poderá acarretar em serviços não realizados ou mal feitos, podendo obrigar o Estado a pagar aditivos no contrato”.

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