Amazonas
Confiança do empresário do comércio de Manaus ficou na zona de otimismo em junho, aponta Fecomércio-AM
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Manaus registrou 126,4 pontos em junho de 2026, permanecendo confortavelmente acima da linha de satisfação dos consumidores.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Manaus registrou 115,6 pontos em junho de 2026, permanecendo em zona de otimismo, acima da linha dos 100 pontos. Os dados são do documento ‘Panorama Econômico no mês de julho de 2026’, da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio-AM), com foco no setor de Comércio e Serviços do Estado.
Veja a íntegra do documento

O resultado representa avanço mensal de +2,0% e crescimento anual de +1,5%, sinalizando recuperação da confiança após a queda observada em maio. Ainda assim, o indicador permanece abaixo do pico recente de fevereiro de 2026, quando alcançou 119,1 pontos, o que sugere melhora no curto prazo, mas sem retomada plena do nível mais elevado de confiança registrado no início do ano.
O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) alcançou 95,4 pontos, permanecendo abaixo da linha de neutralidade. Apesar disso, o indicador apresentou melhora mensal de +3,9% e avanço anual expressivo de +16,0%, indicando que a percepção sobre o momento presente segue desfavorável, mas em processo de recuperação quando comparada tanto ao mês anterior quanto ao mesmo período do ano passado. O dado revela um ambiente corrente ainda restritivo, porém menos negativo.
No detalhamento das condições atuais, as Condições Atuais da Economia Brasileira (CAE) registraram 74,9 pontos, com alta mensal de +6,5% e crescimento anual de +12,9%. Embora tenha melhorado, o indicador continua em zona de pessimismo, refletindo cautela relevante em relação ao cenário macroeconômico nacional.
Cerca de 63,9% dos empresários afirmaram que a economia piorou um pouco ou piorou muito. As Condições Atuais do Comércio (CAC) marcaram 93,4 pontos, com avanço mensal de +2,3% e alta anual de +16,4%, ainda abaixo da neutralidade. Já as Condições Atuais das Empresas Comerciais (CAEC) atingiram 118,0 pontos, com crescimento mensal de +3,7% e anual de +17,7%, mantendo-se em nível positivo.
Esse contraste, segundo a pesquisa, mostra que os empresários avaliam suas próprias empresas de forma mais favorável do que o ambiente econômico geral e o próprio setor.
No campo das expectativas, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) ficou em 143,1 pontos, mantendo patamar elevado de otimismo. O indicador avançou +2,9% em relação ao mês anterior, mas acumula queda anual de -6,5%. O movimento sugere que as expectativas melhoraram no curto prazo, porém seguem menos intensas do que há um ano.
A Expectativa da Economia Brasileira (EEB) registrou 129,6 pontos, com alta mensal de +5,5% e retração anual de -9,0%. Ainda assim, 69,7% dos empresários esperam melhora da economia nos próximos meses.
Consumo
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Manaus registrou 126,4 pontos em junho de 2026, permanecendo confortavelmente acima da linha de satisfação dos consumidores, situada em 100 pontos. O indicador apresentou leve crescimento mensal de +0,3% em relação a maio, quando havia registrado 126,0 pontos, e avanço anual de aproximadamente +8,0% frente a junho de 2025, quando estava em 117,0 pontos.
O resultado, segundo a Fecomércio-AM, confirma um ambiente ainda positivo para o consumo, embora com ritmo de expansão mais moderado no curto prazo. Por faixa de renda, as famílias com renda acima de 10 salários mínimos mantiveram nível significativamente superior de confiança, com 155,6 pontos, enquanto o grupo de até 10 salários mínimos registrou 123,6 pontos.
O componente Situação Atual do Emprego atingiu 147,7 pontos, com crescimento mensal de +0,3%, mantendo-se como um dos principais pilares de sustentação do consumo em Manaus. A percepção de segurança no emprego segue elevada: 56,9% das famílias afirmaram sentir-se mais seguras em relação ao emprego do que no mesmo período do ano passado.
Ainda assim, 23,2% declararam haver situação de desemprego no domicílio, indicando que, apesar do quadro geral favorável, persistem fragilidades relevantes em parte das famílias. Entre os consumidores com renda acima de 10 salários mínimos, o indicador ficou em 168,3 pontos, contra 145,7 pontos entre aqueles com renda de até 10 salários mínimos, revelando diferença importante na percepção de segurança ocupacional.
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