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Economia

Planos de saúde apresentam lucro de R$ 8,5 bilhões no primeiro semestre, diz ANS

Prévia para o resultado total do período divulgada pela ANS, porém, está abaixo dos R$ 11 bi registrados de janeiro a junho de 2025

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Um grupo que reúne 214 operadoras de grande e médio portes, que respondem por 85% das receitas e dos beneficiários de planos de saúde no país, registrou um lucro de R$ 8,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

O dado, apresentado em um webinar realizado na segunda-feira pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é visto como uma prévia do resultado consolidado do período.

O desempenho, visto como positivo pela agência reguladora, no entanto, ficou aquém dos R$ 11 bilhões registrados já de forma consolidada entre janeiro e junho do ano passado, embora à frente dos R$ 7,4 bilhões de 2024.

— Em 2026, a gente não está observando o mesmo volume de lucro acumulado que ocorreu em 2025, que foi um ano muito relevante em resultado — afirmou Washington Alves, gerente de Habilitação e Estudos de Mercado da ANS: — Mas a gente já nota um número, ao menos em termos absolutos, bem maior que em 2024. Ou seja, continuamos numa tendência muito positiva de lucro.

Comparação com mesmo período de 2025

O recuo na comparação com o primeiro semestre de 2025, continuou ele, decorre do fato de uma grande operadora de saúde, cujo nome ele não mencionou, ter feito um provisionamento voluntário relevante em fevereiro, o que impactou tanto o resultado financeiro do setor quanto a chamada taxa de sinistralidade, que representa o percentual do total arrecadado pelas operadoras com mensalidades usado em despesas de saúde.

As provisões técnicas foram feitas pela SulAmérica, num total de R$ 2,7 bilhões, por motivos referentes a uma transferência de reservas da holding para a operadora de saúde, segundo informações do Banco Safra.

O resultado divulgado nesta segunda-feira pela ANS considera as informações econômico-financeiras prestadas mensalmente por pouco mais de 30% das quase 700 operadoras em atividade no país. O desempenho consolidado, com os dados fornecidos pelo setor como um todo, é divulgado trimestralmente. O prazo para recebimento das informações referentes ao segundo trimestre pela agência se estende até 15 de agosto.

Em junho, o segmento de saúde suplementar totalizou 53,14 milhões de beneficiários em planos de saúde em assistência médica, demonstrando estabilidade ante o mês anterior, com 53,06 milhões. As operadoras que fornecem os dados considerados nessa prévia de resultado do semestre têm 43,9 milhões da totalidade dos usuários em suas carteiras.

Segundo as informações fornecidas por esse grupo de operadoras, as receitas totais no período somaram R$ 173,2 bilhões, sendo 89,4% desse total com operações de saúde, enquanto as despesas alcançaram R$ 161,5 bilhões. Houve ainda R$ 3,2 bilhões em impostos e participações.

Sinistralidade

A taxa de sinistralidade no período ficou em 82,2%, acima da registrada no resultado consolidado do primeiro semestre de 2025, que foi de 81,3%, mas recuou em comparação a de 2024, que foi de 83,4%. Também neste caso, pesou o provisionamento de mensalidades feito pela SulAmérica.

Alves observou que esse efeito fica claro ao olhar para o dado mensal sobre mensalidades, que caiu a R$ 22,9 bilhões em fevereiro, regressando ao patamar de R$ 26 bilhões a partir do mês seguinte.


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