Amazonas
Suframa e UEA discutem prognóstico climático e ações contra o desabastecimento e interrupções na produção das indústrias do PIM
Palestra reúne representantes da indústria, comércio, órgãos públicos e a academia para debater cenários climáticos e subsidiar ações contra o desabastecimento e interrupções na produção do PIM.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa( e o Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (Labclim/UEA) realizaram, nesta terça-feira (02/05), a palestra “Prognóstico Climático para a Cheia e Vazante no Amazonas 2026”. O evento reuniu representantes da indústria, comércio, órgãos públicos e a academia para debater cenários climáticos e subsidiar ações preventivas que evitem o desabastecimento e interrupções na produção do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Na abertura do encontro, a superintendente-adjunta de Projetos substituta da Suframa, Camilla Medeiros, destacou a importância da cooperação técnica para fortalecer estratégias de monitoramento, prevenção e adaptação frente aos eventos climáticos extremos.
Na sequência, os professores Francis Wagner Silva Correia e Fabiana Lucena Oliveira, integrantes do Labclim, apresentaram análises sobre as perspectivas climáticas para o Amazonas e os possíveis reflexos para a logística regional. Durante a exposição, foram abordados cenários, impactos sobre o transporte de cargas e recomendações para o planejamento das atividades produtivas.
De acordo com a professora e subcoordenadora da área de logística do Labclim, Fabiana Lucena Oliveira, o projeto vem aperfeiçoando ferramentas para antecipar tendências climáticas e seus efeitos sobre as operações do PIM. “Desde 2023, trabalhamos para evitar o efeito surpresa causado pelos eventos extremos registrados naquele ano. É fundamental divulgar informações que permitam às instituições se planejar com antecedência diante de possíveis ocorrências climáticas severas”, afirmou.
A professora ressaltou, ainda, que o projeto realiza previsões com horizonte de 30 a 45 dias e expectativa de acerto de aproximadamente 80%, permitindo avaliar possíveis impactos logísticos e apoiar a tomada de decisões por parte das empresas e gestores públicos.
Já o professor Francis Wagner informou que as projeções do Labclim indicam a permanência de condições associadas ao fenômeno El Niño entre os meses de julho e agosto, com intensidade entre moderada e forte. Apesar do alerta, a expectativa é de que a estiagem deste ano não seja tão severa quanto a histórica seca de 2023.
“Esperamos uma seca dentro do padrão de um El Niño moderado a forte, sem repetir os níveis extremos registrados em 2023. Ainda assim, recomendamos que as empresas adotem planejamento estratégico e antecipem a chegada de insumos e materiais, evitando depender do transporte de cargas durante o período do pico da seca, previsto para outubro e novembro”, explicou o coordenador do Labclim.
O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, ressaltou a importância da integração entre ciência e setor produtivo, para possibilitar decisões mais apropriadas diante dos desafios climáticos. “Nosso objetivo é transformar conhecimento científico em informação estratégica para que as empresas possam se planejar com antecedência e reduzir riscos à produção e ao abastecimento durante os períodos de estiagem”, frisou.
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