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Amazonas

Rio Negro supera cota de inundação em Manaus após subir 4 centímetros em 24 horas, aponta SGB

Com a ultrapassagem da cota de inundação, as águas do Rio Negro devem começar a atingir áreas mais baixas da cidade.

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O Rio Negro ultrapassou a cota de inundação em Manaus e atingiu 27,52 metros nesta quinta-feira (21), segundo levantamento do Porto de Manaus. A cota de inundação na capital amazonense é de 27,50 metros.

Nas últimas 24 horas, o rio subiu quatro centímetros. Até a quarta-feira (20), o nível estava em 27,48 metros, conforme o Boletim de Monitoramento Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Com a ultrapassagem da cota de inundação, as águas do Rio Negro devem começar a atingir áreas mais baixas da cidade, conhecidas como várzeas. O cenário também acende o alerta para medidas de contingência, como a remoção de famílias de áreas de risco e a instalação de estruturas temporárias, como pontes e passarelas de madeira.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a tendência é de subida gradual do Rio Negro, dentro do comportamento esperado para o período de cheia na região.

O órgão informou ainda que as chuvas contínuas registradas nas últimas semanas mantêm a bacia amazônica em processo de enchente sazonal, com elevação persistente dos níveis dos principais rios.

Rios da calha do Amazonas seguem em elevação

Além do Rio Negro, outros rios monitorados na calha principal apresentam comportamento de cheia:

O Rio Solimões, em Manacapuru, segue em elevação e já ultrapassou a cota de inundação, fixada em 18,20 metros, registrando 18,32 metros. A cota de inundação severa é de 19,60 metros.

O Rio Amazonas, em Itacoatiara, marcou 13,41 metros e se aproxima da cota de alerta, de 13,50 metros, dentro da normalidade para o período.

Já o Rio Madeira, em Porto Velho, registra 12,90 metros, abaixo da cota de alerta de 15 metros, com tendência de recessão nas próximas semanas.

SGB aponta risco elevado de inundação em algumas regiões

Ainda no boletim, o SGB indica cenário de atenção para a evolução da cheia na região amazônica, com possibilidade de elevação contínua nos próximos dias, especialmente em trechos da calha do Purus e do Rio Negro.

Segundo o órgão, o avanço do chamado “pulso de cheia” amazônico, somado à saturação dos solos, mantém o risco de que alguns rios ultrapassem suas cotas oficiais de inundação nas próximas semanas, como ocorreu com o Rio Negro, em Manaus.

As projeções hidrológicas indicam que a calha principal do Rio Amazonas deve seguir em elevação, com tendência de estabilização ou recessão apenas na bacia do Rio Madeira. O pico da cheia é previsto para ocorrer entre junho e julho.

O SGB informou ainda que os dados são baseados em modelos hidrológicos e climáticos, sujeitos a variações naturais, e que o monitoramento segue contínuo para subsidiar ações de prevenção e resposta a eventos críticos.


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