Brasil
Justiça rejeita perícia que atestou sanidade de juiz que usava nome falso
Réu por falsidade ideológica, Reis exerceu a carreira de magistrado por 23 anos, atuando com o nome britânico de Edward Albert Lancelot Dodd-Canterbury Caterham Wickfield
Foto: reprodução
A Justiça paulista rejeitou o laudo pericial que atestou a sanidade mental do juiz aposentado José Eduardo Franco dos Reis, que por 45 anos usou um nome falso.
Réu por falsidade ideológica, Reis exerceu a carreira de magistrado por 23 anos, atuando com o nome britânico de Edward Albert Lancelot Dodd-Canterbury Caterham Wickfield.
De acordo com o Ministério Público, em 1980, quando tinha 22 anos, Reis conseguiu obter um RG em nome de Edward, criando a nova identidade. Com esse documento, ele entrou na Faculdade de Direito da USP e, em 1995, foi aprovado em concurso para a magistratura. Foi juiz até se aposentar em 2018.
De acordo com o Ministério Público, em 1980, quando tinha 22 anos, Reis conseguiu obter um RG em nome de Edward, criando a nova identidade. Com esse documento, ele entrou na Faculdade de Direito da USP e, em 1995, foi aprovado em concurso para a magistratura. Foi juiz até se aposentar em 2018.
Seu nome verdadeiro foi descoberto no ano passado após comparecer a uma unidade do Poupatempo para obter uma segunda via do seu RG. O sistema biométrico identificou que as impressões digitais de Edward coincidiam com as de Reis.
A defesa do juiz alegou, com base em um laudo particular, que ele possui transtorno de personalidade esquizoide e que, por conta disso, não pode ser punido criminalmente em razão da falta de capacidade para compreender o caráter ilícito dos seus atos
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