Economia
PNAD Contínua: Taxa de desemprego sobe de 5,4% a 5,8% em fevereiro, diz IBGE
Cerca de 6,2 milhões procuram emprego no Brasil. A população desocupada registrou aumento na comparação com o trimestre de dezembro a janeiro último (5,9 milhões).
A taxa de desemprego do Brasil fechou o trimestre até fevereiro em 5,8%, acima da taxa de 5,4% no período até janeiro, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.
Como ficou o desemprego
Taxa de desemprego atinge 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. A variação apurada entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 ficou acima da taxa de 5,4%, registrada em janeiro. Na comparação com o trimestre encerrado em novembro, de 5,2%, também houve aumento. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.
Cerca de 6,2 milhões procuram emprego no Brasil. A população desocupada registrou aumento na comparação com o trimestre de dezembro a janeiro último (5,9 milhões). Já no confronto com igual trimestre do ano anterior (7,3 milhões), houve queda de 14,8% (menos 1,1 milhão de pessoas). Na comparação com o trimestre encerrado em novembro, a taxa de fevereiro registrou aumento (5,6 milhões).
População ocupada soma 102,1 milhões de pessoas. O grupo registrou queda de 0,6% no trimestre, com menos 600 mil pessoas ante dados de janeiro, e aumento anual de 1,5% no ano (mais 1,5 milhão). Ante o trimestre setembro/outubro/novembro, o dado representa queda de 0,8% no trimestre, ou menos 874 mil pessoas.
Nível da ocupação caiu. O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar foi de 58,4%, ante 58,7% em janeiro e 58% um ano antes. Ante o trimestre encerrado em novembro, houve queda de 0,6 ponto percentual no trimestre, ante 59,0%.
Desemprego foi influenciado por segmentos de saúde, educação e construção. Segundo o IBGE, há influência de movimento sazonal, quando parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. “Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, disse a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”, acrescentou a coordenadora.
Rendimento real habitual de todos os trabalhos cresceu 2% no trimestre. O valor de R$ 3.679 cresceu 5,2% no ano. A massa de rendimento real habitual de R$ 371,1 bilhões superou os R$ 370,3 bilhões apurados até janeiro último, e cresceu 6,9%, ou mais R$ 24,1 bilhões, no ano.
Formalidade
Taxa de informalidade vai a 37,5%. O percentual representa 38,3 milhões de trabalhadores informais, contra 37,7% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em novembro e 38,1% (ou 38,4 milhões) no trimestre de dezembro de 2024 a janeiro de 2025.
Número de empregados com carteira assinada foi de 39,2 milhões. O número mostra estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) mostrou redução de 342 mil pessoas no trimestre e estabilidade no ano.
Trabalhadores por conta própria somam 26,1 milhões. O patamar também ficou estável no trimestre, mas aumentou 3,2% no ano (mais 798 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e no ano.
Divulgado desde 2012, o estudo do IBGE abrange todo o território nacional. Em suas coletas, a pesquisa avalia indicadores relacionados à força de trabalho entre a população com 14 anos ou mais. O grupo é aquele que integra a população economicamente ativa do país.
Os indicadores utilizam as informações dos últimos três meses para a pesquisa. Assim, os dados produzidos mensalmente pela Pnad não refletem a situação de cada mês, mas o desempenho de cada trimestre móvel do ano. Os números atuais mostram como foi o mercado de trabalho nos meses de novembro e dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Taxa de desemprego é formada por quem está procurando emprego. O grupo é caracterizado por pessoas de dentro da força de trabalho que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar ocupação. O método utilizado pelo IBGE exclui do cálculo todos que estão fora da força de trabalho, como um estudante universitário que dedica seu tempo somente aos estudos ou uma dona de casa que não trabalha fora.
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