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Amazonas

Preço da gasolina Manaus chega a R$ 7,29 com novo aumento, no último fim de semana

Oscilações no preço internacional do petróleo, influenciadas por conflitos no Oriente Médio, podem pressionar os valores no Brasil.

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O preço da gasolina voltou a subir em postos de combustíveis de Manaus no último sábado (07/03). Em alguns estabelecimentos, o litro da gasolina comum passou de R$ 6,99 para R$ 7,29, um aumento de cerca de 30 centavos. Já a gasolina aditivada chegou a R$ 7,49.

O aumento no preço dos combustíveis também foi observado em outras cidades do país. Em Salvador, por exemplo, após reajustes para distribuidoras, o litro da gasolina chegou a R$ 6,99 em alguns postos.

Já em São Luís, o Instituto de Promoção e Defesa do Consumidor do Maranhão (Procon-MA) chegou a notificar postos após denúncias de aumento de até R$ 0,15 no litro do combustível.

Na sexta-feira (6), o levantamento semanal da ANP indicou que o preço médio da gasolina no Brasil passou de R$ 6,28 para R$ 6,30. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.

Entidades do setor apontam que a alta pode estar relacionada a fatores externos. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que representa cerca de 30% do mercado, afirmou, por meio de nota, que oscilações no preço internacional do petróleo, influenciadas por conflitos no Oriente Médio, podem pressionar os valores no Brasil.

Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril pela primeira vez em mais de três anos e meio, com a guerra no Irã impedindo a produção e o transporte no Oriente Médio. Pesa também sobre essa cotação o anúncio feito neste domingo, 8, que o Irã escolheu o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque na primeira semana do conflito, como seu novo líder supremo.

O preço do barril de petróleo Brent, o padrão internacional, estava em US$ 101,19 logo após a retomada das negociações na Bolsa Mercantil de Chicago, um aumento de 9,2% em relação ao preço de fechamento de US$ 92,69 na sexta-feira.
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Os preços dos combustíveis registram alta no Brasil na semana após o início da guerra no Irã. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tanto a gasolina quanto o diesel tiveram aumento nos postos de combustíveis em todo o país.

Na média nacional, o preço da gasolina vendida nos postos passou de R$ 6,28, na última semana de fevereiro, para R$ 6,30, na semana que termina amanhã (dia 7). É uma alta de 2 centavos, o que corresponde a 0,33%. No mesmo período, o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,08, um aumento de 5 centavos, equivalente a 0,83%.

Esta é a primeira alta no preço da gasolina desde a semana de 11 de janeiro, quando o combustível subiu de R$6,29 para R$6,32 na média do país. No caso do diesel, é o primeiro avanço desde a semana de 4 de janeiro, quando o preço médio passou de R$ 6,02 para R$ 6,05.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que reúne os importadores, e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que engloba a rede de postos, já tinham alertado para a alta de preços. Nesta sexta-feira, o preço do barril do petróleo no mercado internacional ultrapassou os US$ 90 por barril.

Em nota, a Fecombustíveis disse que “as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação”.

Nesta sexta-feira, em coletiva de imprensa, durante a tarde, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse que não considera repasse de preços.

— Observamos a paridade internacional, evitamos repasse de volatilidade e garantimos o nosso market share. A volatilidade no mercado internacional é fruto da guerra, que tem muitos poucos dias. A política de repasses nevosos da variação do preço do petróleo para cima é coisa do passado. Gerou muita confusão, insegurança e beneficiou grandes importadores — disse Magda.

Por ora, a Petrobras, principal fornecedora do país, ainda não elevou os preços dos combustíveis. De acordo com fontes, a estatal ainda analisa a duração do conflito e como os preços do petróleo vão se comportar. Segundo dados da Abicom, a Petrobras está vendendo no Brasil o diesel 64% mais barato em relação ao exterior e, no caso da gasolina, o preço é 27% menor em relação ao mercado internacional, maior patamar da série histórica.

A Abicom informou que as defasagens nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras atingiram valores recordes. “Considerando que as refinarias nacionais não têm capacidade de produzir os volumes demandados dos principais combustíveis derivados do petróleo, entre eles o óleo diesel, que é amplamente utilizado no transporte de passageiros e cargas, e a gasolina, que tem forte presença na mobilidade urbana, há necessidade de importação de aproximadamente 30% da demanda de óleo diesel e 10% da demanda de gasolina”, disse a entidade em nota.

Porém, Magda, ao responder a outro questionamento de um dos analistas, disse que, se a alta do petróleo for consistente, vai “exigir respostas mais rápidas”.

— Neste momento a gente está se perguntando até que momento essa cotação vai continuar. E essa pergunta ainda não está respondida. Se essa volatilidade for grande e a subida for grande assim, ela vai exigir respostas mais rápidas se a subida fosse mais lenta. Neste momento, não temos certeza dessa premissa.


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