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Brasil

Manifestantes bolsonaristas fazem ato contra Lula e ministros do STF em 20 cidades do Brasil

Chamada de “Acorda Brasil”, a iniciativa também mirou pressionar pela análise no Congresso Nacional do veto ao projeto sobre a dosimetria.

Print de vídeo da Rede Amazônica de Televisão.

Atos da direita pedem derrubada do veto à dosimetria e miram STF e Lula
Manifestações ocorreram em mais de 20 cidades; evento na Avenida Paulista teve a presença de pré-candidatos ao Planalto

Com atos em mais de 20 cidades, representantes da direita promoveram neste domingo (1°) manifestações com críticas ao governo Lula e à atuação do STF (Supremo Tribunal Federal). Chamada de “Acorda Brasil”, a iniciativa também mirou pressionar pela análise no Congresso Nacional do veto ao projeto sobre a dosimetria – proposta que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.

Em Manaus, a manifestação foi no Parque Ponta Negra, na zona oeste, e começou às 15h com uma motociata e carreata desde a Avenida das Torres na zona leste. Vestidos de verde e amarelo, os participantes se juntaram a um movimento nacional de críticas ao governo federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as faixas exibidas pelos manifestantes estavam mensagens como “Acorda Brasil. Fora Lula, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli” e “Lula é a 2ª maior vergonha do Brasil. A 1ª é você que votou nele” e “Acorda Brasil. Nós não desistimos, lutemos pelo nosso Brasil”.

As principais mobilizações se concentraram no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na Avenida Paulista, a manifestação reuniu três pré-candidatos à Presidência: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

Os atos foram os primeiros articulados pela oposição após o anúncio da escolha de Flávio Bolsonaro como indicado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a corrida presidencial. Entre os apelos feitos nos atos, estavam a liberdade para o ex-presidente e o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF.

O movimento mirou, apesar de uma pauta difusa, a união da direita e um “resgate”, conforme defendido por Flávio. Em seu discurso, ele fez acenos a aliados e a grupos eleitorais estratégicos.

Na Avenida Paulista, a manifestação reuniu cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com o Monitor do Debate Político, que tem o apoio de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a organização More in Common. Considerando a margem de erro de 12%, a estimativa é entre 18 mil e 22,9 mil no pico da manifestação, às 15h53.

A contagem feita pelo Monitor do Debate Político estimou a participação de 4,7 mil pessoas no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana. Com a margem de erro de 12%, a presença foi estimada entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas no pico às 11h20. Não houve contagem de participantes em outras capitais do país.

Em reação aos atos, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o Brasil “está bem acordado” e não permitirá que a direita volte a governar o país.

“Fantasiados de brasileiros, país que entregaram a [Donald] Trump no tarifaço pra salvar o pai, bolsonaristas vão a paulista emular besteiras, mentir que é a arma deles, para atacar Lula. Perderam a eleição e tentaram um golpe. Flávio Bolsonaro envolvido em negócios escusos tem de explicar a coordenadora de seu escritório que é cunhada do careca do INSS. Deste embate não temos medo, já colocamos uma vez vocês no devido lugar, seus lesa pátrias. O povo brasileiro não vai permitir que voltem!”, disse no X.

Para o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), as mobilizações foram um “fiasco” e tiveram poucos participantes. “Prometeram um tsunami, veio uma marolinha. Os atos da extrema direita deste domingo foram esvaziados. No Rio de Janeiro, menos de cinco mil pessoas. Em São Paulo, poucas pessoas também”, disse em vídeo no X.


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