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Amazonas

Anotações de Flávio Bolsonaro diz que bolsonaristas no Amazonas perdem se fizerem aliança com Wilson Lima

Anotações sobre o Amazonas citam a empresária Maria do Carmo Seffair como possível candidata ao governo e o deputado federal Alberto Neto e o senador Plínio Valério como candidatos ao Senado.

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Um conjunto de anotações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidente da República, durante reunião da cúpula do PL na última terça-feira (24/02), sobre a formação de palanques nos Estados, diz  que o grupo bolsonarista perde a eleição no Estado se fizer alianças com o governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), que, “tem 80% de reprovação”.

anotacoes-de-flavio-bolsonaro-As anotações sobre o Amazonas citam ainda a empresária Maria do Carmo Seffair como possível candidata ao governo e o deputado federal Alberto Neto e o senador Plínio Valério como candidatos ao Senado. E, ainda, que o ex-ministro Alfredo Nascimento, presidente do PL no Estado, tem três secretarias no governo estadual, na gestão de Wilson Lima.

O documento com anotações de Flávio Bolsonaro indica negociações e estratégias do PL para a construção de palanques nas disputas aos governos estaduais e ao Senado. Intitulada de “situação nos estados”, as anotações foram feitas ao longo de reuniões mantidas por Flávio Bolsonaro com membros da cúpula do PL, como o presidente Valdemar Costa Neto, e políticos que participam da estratégia de campanha do senador.

O documento aponta possíveis candidatos a governador e ao Senado, e também traz avaliações a respeito das candidaturas. Nesta quarta-feira (25/02), após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, Flávio admitiu a autoria dos registros, mas ponderou que algumas opiniões escritas no material são de outras pessoas.

Para São Paulo, as notas mencionam o ex-deputado Eduardo Bolsonaro como possível candidato ao Senado, em chapa com Tarcísio de Freitas ao governo e Guilherme Derrite (PP-SP) na primeira vaga à Casa.

Além de Eduardo, outro familiar aparece entre os cotados à segunda vaga paulista: Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também são citados os deputados Marco Feliciano (PL-SP) e Mario Frias (PL-SP), além do vice-prefeito da capital, coronel Mello Araújo.
Em Minas Gerais, vários nomes são mencionados para o Senado, com possibilidade de escolha entre
Carlos Viana (Podemos-MG), Marcelo Aro, Eros Biondini (PL-MG) e Domingos Sávio (PL-MG).

Para o governo mineiro, Flávio Bolsonaro defende o lançamento do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe. Pedro Simões, apontado como preferido de Romeu Zema para a sucessão, é citado com ressalvas e indicado para a vice. “Me puxa p/ baixo. Se for candidato, Cleitinho e [Rodrigo] Pacheco também são”, registrou.

No Ceará, Ciro Gomes, do PSDB, é citado como possível candidato ao governo, desde que a chapa inclua um integrante do PL na vice. Para o Senado, aparecem os nomes de Alcides Fernandes, Priscila Costa e Roberto Cláudio. Em Pernambuco, Mendonça Filho (União-PE) é mencionado como alternativa do PL à adesão à eventual campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra.

As anotações também indicam impasse na formação de chapa no Distrito Federal. A vice-governadora Celina Leão é apontada como possível candidata ao governo, desde que a disputa ao Senado seja composta por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL-DF). “Se Ibaneis for candidato ao Senado, não dá para oficiar com Celina”, escreveu.

No Paraná, a vitória de Deltan Dallagnol em uma vaga ao Senado é tratada como certa. Filipe Barros é citado como nome do PL, com observação para que não haja aliança com Cristina Graeml, do Podemos. “Não dá, atrapalha Filipe”, anotou. Guto Silva e Sergio Moro aparecem como opções ao governo.

No Estado do Piauí, fortaleza eleitoral do PT, nenhum nome é mencionado para a disputa ao governo. No Senado, são listados Tiago Junqueira, do PL, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).


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