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Barcelos, no Amazonas, aparece em 5º lugar entre municípios que mais perderam área de rios e lagos em 2025, aponta MapBiomas
Quase metade das cidades do Brasil tinha, em 2025, menos água em seus rios, lagos e áreas alagadas do que o normal.
Barcelos, no Amazonas, está entre os municípios do País que mais perderam área de rios e lagos em 2025, aparecendo em 5º lugar, com perda de 6,3%, ou 35 mil hectares, de acordo com dados do MapBiomas Água, iniciativa que usa imagens de satélite e inteligência artificial para mapear, mês a mês, toda a superfície coberta por água no território brasileiro desde 1985. O levantamento mais recente foi divulgado nesta terça-feira (16/06).
Quase metade das cidades do Brasil tinha, em 2025, menos água em seus rios, lagos e áreas alagadas do que o normal. E esse retrato vem se repetindo há pelo menos quatro décadas: o país perdeu o equivalente a uma área maior que o estado de Sergipe em superfície de água desde 1985.
A pesquisa mostra uma redução persistente da superfície coberta por água no país e ajuda a dimensionar os efeitos de secas mais frequentes e de mudanças no regime de chuvas. Especialistas associam esse cenário a uma combinação de fatores, como mudanças climáticas, desmatamento, eventos climáticos extremos e alterações no uso do solo.
A redução da superfície coberta por água pode pressionar o abastecimento das cidades, a geração de energia, a indústria, a agricultura e o consumo humano. O levantamento, porém, mede a extensão de áreas cobertas por água vista por satélite, e não diretamente o volume disponível, a qualidade da água ou a segurança hídrica de cada município.
Cidades com maior perda de água
Em 2025, 2.511 municípios — 45% do total do país — tiveram superfície de água abaixo da própria média histórica, calculada entre 1985 e 2025. Entre os municípios com as maiores perdas estão:
Corumbá (MS): -474 mil hectares (-56,7%)
Cáceres (MT): -189 mil hectares (-54,8%)
Poconé (MT): -103 mil hectares (-61,0%)
Aquidauana (MS): -71 mil hectares (-69,7%)
Barcelos (AM): -35 mil hectares (-6,3%)
Rorainópolis (RR): -23 mil hectares (-22,1%)
Pimenteiras do Oeste (RO): -14 mil hectares (-74,7%)
Chaves (PA): -14 mil hectares (-4,7%)
Barão de Melgaço (MT): -12 mil hectares (-30,1%)
Santo Antônio de Leverger (MT): -11 mil hectares (-51,0%)
Vila Bela da Santíssima Trindade (MT): -10 mil hectares (-54,8%)
Caracaí (RR): -9 mil hectares (-5,5%)
Alto Alegre dos Parecis (RO): -8 mil hectares (-79,0%)
Amapá (AP): -8 mil hectares (-19,3%)
Tartarugalzinho (AP): -7 mil hectares (-29,4%)
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