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Surto de Ebola no Congo já é recorde. Pode ser muito maior, diz o Centro de Controle da África

Atenção internacional, o foco político e os recursos ainda estão aquém da situação, de acordo com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres

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A epidemia de Ebola que assola a República Democrática do Congo pode ser três vezes maior do que indicam os números oficiais, afirmou a principal agência de saúde pública da África, sugerindo que milhares de infecções estão passando despercebidas enquanto as autoridades lutam para rastrear a transmissão.

O Congo registrou oficialmente 5.713 infecções confirmadas e 2.744 mortes até 25 de agosto. Um surto três vezes maior implicaria cerca de 17.100 infecções. A taxa de letalidade entre os casos confirmados subiu para 48%, ante 27% dois meses antes.

Ainda assim, a proporção de mortes que ocorrem na comunidade caiu significativamente nos últimos três dias em áreas onde profissionais de saúde foram mobilizados, segundo Kyeng Mercy, chefe da unidade de inteligência epidemiológica dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, a repórteres na quinta-feira.

Aproximadamente 63% das mortes relatadas nas duas semanas até 24 de agosto ocorreram na comunidade, em comparação com cerca de metade nos últimos dias.

A avaliação destaca o quão pouco as autoridades de saúde podem saber sobre a verdadeira extensão de uma epidemia que se espalhou por seis províncias no leste do Congo. O rastreamento de contatos deficiente, a insegurança e as interrupções na resposta dificultaram a identificação de pessoas infectadas e seu isolamento antes que elas disseminem o vírus.


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