Mundo
Petróleo salta mais de 9% após conflito no Oriente Médio entre Eua, Irã e Israel
Mercados asiáticos reagem ao conflito e ações de defesa e petrolíferas avançam, como Mitsubishi Heavy Industries, IHI Corp., Sinopec e PetroChina.
Os contratos futuros do petróleo sobem mais de 8% na manhã desta segunda-feira (2), depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de semana. O maior temor é de fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Às 7h33 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para abril subia 8,52% na Nymex, a US$ 72,77, enquanto o do Brent para maio aumentava 9,25% na ICE, a US$ 79,61.
A equipe de commodities do Citi estima que o petróleo tipo Brent será negociado na faixa de US$ 80 a US$ 90 por barril nesta semana, considerando os eventos recentes envolvendo EUA,
Israel e Irã, além dos riscos geopolíticos e de abastecimento.
Em relatório, os analistas Gabriel Barra, Andrés Cardona, Pedro Gama e Matheus Tostes afirmam que a visão básica do banco é a seguinte: a liderança iraniana deve mudar ou o regime deve se alterar o bastante para pôr fim à guerra em uma ou duas semanas; alternativamente, os EUA podem optar por reduzir a tensão após perceberem a troca de comando e o atraso nos programas de mísseis e nuclear do Irã no mesmo período.
Bolsas caem sob tensão provocada por conflito no Oriente Médio
As ações das petrolíferas ExxonMobil e Chevron saltavam 4,54% e 4,02%, respectivamente, às 7h39 (de Brasília), no pré-mercado de Nova York, impulsionadas pelos preços do petróleo. Por outro lado, a situação pressiona papéis de companhias aéreas: United Airlines caía 6,16%, a Delta Air Lines recuava 5,92% e a American Airlines cedia 5,51%.
As bolsas europeias operam em baixa firme na manhã desta segunda-feira, enquanto investidores acompanham os desdobramentos dos ataques, mas ações de petrolíferas e do setor de defesa sobem, impulsionadas pelo conflito. Por volta das th40 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 1,36%, a 625,23 pontos.
Com foco no conflito, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa hoje. O índice japonês Nikkei caiu 1,35% em Tóquio mas papéis ligados ao setor de defesa como os de Mitsubishi Heavy Industries (+3,61%) e IHI Corp. (+2,97%) avançaram.
Na China continental, o Xangai Composto driblou o mau humor regional e subiu 0,47%, a 4.182,59 pontos, graças a ações de petrolíferas como as de Sinopec e PetroChina, que saltaram cerca de 10% diante da forte reação de alta do petróleo às tensões no Oriente Médio, mas o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,68%, a 2.744,86 pontos.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.













Faça um comentário