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Economia

Produção industrial recua 0,1% em fevereiro, mas avança 1,5% em relação a 2024

O setor automobilístico e o de bens de capital seguem puxando o crescimento da indústria.

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A produção industrial brasileira apresentou leve recuo de 0,1% em fevereiro de 2025 na comparação com janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 2 , pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, em relação ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 1,5%, marcando a nona taxa positiva consecutiva para o setor. O acumulado do ano ficou em 1,4%, enquanto o dos últimos 12 meses atingiu 2,6%.

O setor automobilístico e o de bens de capital seguem puxando o crescimento, enquanto algumas indústrias, como farmacêutica e extrativa, enfrentaram desafios pontuais em fevereiro. Entre as quatro grandes categorias econômicas, duas registraram queda na passagem de janeiro para fevereiro, assim como 14 dos 25 ramos industriais analisados. O principal impacto negativo veio do setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), que interrompeu dois meses seguidos de crescimento, quando havia acumulado alta de 7,1%.

Outras quedas significativas ocorreram nos segmentos de máquinas e equipamentos (-2,7%), produtos de madeira (-8,6%), produtos diversos (-5,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%). Já entre os setores que tiveram avanço na produção, as maiores contribuições vieram das indústrias extrativas (2,7%) e de produtos alimentícios (1,7%).

Na análise por grandes categorias econômicas, a produção de bens de capital e de bens intermediários cresceu 0,8% frente a janeiro. Em contrapartida, os bens de consumo recuaram 1,3%, puxados pela queda de 3,2% nos bens duráveis e de 0,8% nos bens semi e não duráveis.

No comparativo anual, os destaques positivos foram os bens de consumo duráveis (17,1%) e os bens de capital (8,5%). Já os bens intermediários apresentaram leve recuo de 0,1% na mesma base de comparação.

A média móvel trimestral também variou -0,1% no trimestre encerrado em fevereiro, mantendo a tendência negativa observada nos meses anteriores. Bens de consumo duráveis (-0,8%) e bens intermediários (-0,1%) foram os principais responsáveis pelo desempenho fraco.

Setores da indústria em alta e em baixa

Na comparação com fevereiro de 2024, a indústria mostrou avanço em 15 dos 25 ramos pesquisados. Os maiores impactos positivos vieram da fabricação de veículos automotores (13,3%), máquinas e equipamentos (11,9%) e produtos químicos (5,0%). No lado oposto, os setores que mais pesaram negativamente foram coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,3%), além das indústrias extrativas (-3,2%).

O setor de bens de consumo duráveis destacou-se com um crescimento de 17,1% na comparação anual, impulsionado pela maior produção de automóveis (15,3%) e eletrodomésticos da “linha marrom” (31,0%). Por outro lado, os bens intermediários foram a única categoria a recuar frente ao mesmo mês de 2024 (-0,1%).


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