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Brasil

PP anuncia neutralidade, e Flávio Bolsonaro fica sem Tereza Cristina como vice

Partido disse que decisão é resultado de consulta a seus diretórios estaduais.

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O PP anunciou hoje que se manterá neutro nas eleições presidenciais. A decisão inviabiliza a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) a vice na chapa com Flávio Bolsonaro (PL).

Partido disse que decisão é resultado de consulta a seus diretórios estaduais. “Por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional”, declarou o PP, em nota.

“A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, anunciou a Direção Nacional do PP, em nota.

Mais cedo, Flávio havia afirmado que Tereza Cristina aceitou o convite para ser vice em sua chapa. “Decisão agora está com o partido Progressistas”, disse o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto durante evento em São Paulo.

“Até o dia 5 tudo pode acontecer, inclusive nada”, completou. A data marca o prazo final, determinado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para que os partidos registrem suas candidaturas.

“Sonho de consumo”

Em abril, Flávio chegou a afirmar que Tereza Cristina era “o sonho de consumo de todo mundo”, ao ser questionado sobre quem seria seu vice. A ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL), contudo, resistia à ideia e indicava que sua intenção era concorrer à presidência do Senado. O mandato dela vai até 2031.

Nos últimos dias, porém, Tereza cedeu, mas arranjo foi barrado pelo seu partido. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), via a aliança como provável, mas as negociações esfriaram por atritos nas disputas estaduais e pelas revelações das relações entre Flávio, Ciro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Negativa pode fragilizar a campanha de Flávio. A definição dos candidatos a vice-presidente é um dos principais instrumentos de negociação política. A aliança interfere no tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV e na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral, além de atrair setores específicos, como evangélicos, mulheres e agronegócio, e fortalecer a presença regional.

Ex-presidente da Caixa Daniella Marques é outra possibilidade para vice de Flávio. Contudo, o líder do PL, Valdemar Costa Neto, disse anteriormente que a economista “é muito competente”, mas “não tem voto”. Outros entraves são as negociações de alianças nos estados entre o PL e o Republicanos, de Daniella, e o fato de ela não ser considerada uma figura identitária do partido.


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