Brasil
Manaus e Amazonas aparecem em 20º lugar em Índice de Progresso Social Brasil 2026 do Instituto Imazon
A região Norte, que reúne os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do IPS Brasil.
Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20/05) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026. O IPS (Índice de Progresso Social) Brasil 2026 revelou quais são as capitais brasileiras com melhor qualidade de vida no país. Manaus aparece em 20º lugar entre as capitais. O IPS também também avalia o desempenho médio dos estados brasileiros. O Amazonas aparece em 20º lugar.
O estudo analisou indicadores sociais e ambientais das 27 capitais e mostrou diferenças significativas entre os municípios. Segundo o ranking, as melhores colocações ficaram com Curitiba (PR), que lidera o ranking, seguida por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG), enquanto cidades como Porto Velho (RO), Macapá (AP), Maceió (AL) e Salvador (BA) apareceram entre os piores resultados.
A maioria dos 62 municípios amazonenses obteve notas entre 48,25 e 58,79. Manaus registrou o melhor desempenho do estado, com 63,91 pontos.
Pontuações das capitais no IPS Brasil 2026:
Curitiba (PR) — 71,29
Brasília (DF) — 70,73
São Paulo (SP) — 70,64
Campo Grande (MS) — 69,77
Belo Horizonte (MG) — 69,66
Goiânia (GO) — 69,47
Palmas (TO) — 68,91
Florianópolis (SC) — 68,73
João Pessoa (PB) — 67,73
Cuiabá (MT) — 67,22
Rio de Janeiro (RJ) — 67,00
Porto Alegre (RS) — 66,94
Natal (RN) — 66,82
Aracaju (SE) — 66,35
Vitória (ES) — 66,02
Teresina (PI) — 66,02
São Luís (MA) — 65,64
Fortaleza (CE) — 65,15
Boa Vista (RR) — 64,49
Manaus (AM) — 63,91
Belém (PA) — 63,90
Rio Branco (AC) — 63,44
Recife (PE) — 63,22
Salvador (BA) — 62,18
Maceió (AL) — 61,96
Macapá (AP) — 59,65
Porto Velho (RO) — 58,59
A diferença entre a capital mais bem avaliada e a última colocada ultrapassa 12 pontos, de acordo com o índice.
O IPS Brasil mede fatores ligados à qualidade de vida, como segurança, moradia, acesso à saúde, educação, inclusão social e oportunidades para a população. Ao todo, foram considerados 57 indicadores sociais e ambientais.
O levantamento avalia os 5.570 municípios do país e mostra que as desigualdades regionais continuam profundas: 18 das 20 cidades mais bem colocadas ficam no Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 mais baixas colocações estão no Norte e no Nordeste. O levantamento utiliza uma escala de 0 a 100 para calcular o nível de progresso social das cidades.
Estados
Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina foram os mais bem colocados. Na outra ponta, Pará, Maranhão e Acre. No ranking dos estados do IPS Brasil 2026, o Distrito Federal (1º), São Paulo (2º) e Santa Catarina (3º) apresentam as melhores pontuações, destacando-se no mapa com os níveis mais elevados de progresso social.
Os menores desempenhos concentram-se nas regiões Norte e Nordeste, com Acre (25º), Maranhão (26º) e Pará (27º) ocupando as últimas posições do ranking.
Considerando as regiões geográficas, o Distrito Federal lidera no Centro-Oeste, São Paulo no Sudeste e Santa Catarina no Sul, enquanto a Paraíba se destaca no Nordeste e Tocantins apresenta o melhor desempenho entre os estados da região Norte.
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 mostra ainda que o país alcançou pontuação média de 63,40, em uma escala de 0 a 100, indicando uma evolução sutil em relação ao ano anterior.
ontuações das Unidades da Federação no IPS Brasil 2026
Distrito Federal — 70,73
São Paulo — 67,96
Santa Catarina — 65,58
Paraná — 65,21
Minas Gerais — 64,66
Goiás — 64,52
Mato Grosso do Sul — 64,14
Espírito Santo — 63,61
Rio de Janeiro — 63,47
Rio Grande do Sul — 63,39
Paraíba — 62,39
Sergipe — 62,10
Rio Grande do Norte — 61,83
Mato Grosso — 61,38
Ceará — 61,22
Pernambuco — 60,58
Tocantins — 60,50
Piauí — 60,48
Roraima — 59,65
Amazonas — 59,34
Alagoas — 58,97
Bahia — 58,72
Rondônia — 58,60
Amapá — 58,10
Acre — 58,03
Maranhão — 57,59
Pará — 55,80
Regiões
A região Norte, que reúne os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do IPS Brasil. O dado chama atenção porque aparece até mesmo no componente de Qualidade do Meio Ambiente, contrariando a percepção de que a região estaria automaticamente associada à conservação ambiental.
Segundo Wilm, esse padrão vem se repetindo de forma consistente nas três edições já divulgadas.
Os indicadores ambientais considerados pelo IPS incluem desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e supressão de vegetação.
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