Brasil
Inadimplência bancária volta a subir em maio, afirma Banco Central
Taxa média de inadimplência está em 4,7%. Situação é pior nas famílias, em que índice subiu para 5,6%, também recorde
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A taxa média de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro voltou a subir em maio, chegando a 4,7% no mês, o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em 2011.
Os dados do relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC levam em operações com atraso superior a 90 dias, de pessoas físicas e empresas.
A inadimplência, e seus efeitos no bolso da população, é uma das principais preocupações do governo Lula, que lançou em maio uma nova versão do Desenrola Brasil. Mesmo com a renegociação de, ao menos R$ 15 bilhões em dívidas, a inadimplência seguiu crescendo no mês, subindo de 4,6%, para 4,7%.
O índice disparou no último ano. Segundo os dados do BC, a inadimplência total aumentou em 1% nos últimos 12 meses.
No caso das famílias, a inadimplência subiu de 5,5% em abril, para 5,6% em maio. Esse nível de atraso no pagamento das contas registrado em pessoas físicas também é recorde para a série histórica do BC.
Nas pessoas jurídicas, a taxa de inadimplência subiu para 3,2% no mês passado, maior patamar desde setembro de 2017.
Enquanto isso, o índice que mede o endividamento e comprometimento de renda das famílias permaneceu estável, em 49,9%.
Desenrola Brasil
Em meio ao crescimento da inadimplência, o governo lançou a nova versão do Desenrola Brasil, que renegociou desde maio, ao menos, R$ 15,9 bilhões em dívidas, segundo os balanços mais recentes divulgados pelo governo.
Segundo o balanço apresentado pela equipe econômica no final de maio, R$ 10 bilhões em dívidas haviam sido renegociadas pelo Desenrola Famílias, voltado para pessoas físicas. Somadas, as dívidas foram reduzidas para cerca 2,6 bilhões — 1,3 bilhão do Desenrola Famílias, mais R$ 1,28 bilhão do Desenrola Fies. O programa ainda conta com o Desenrola Rural, voltado para dívidas no campo, que ainda não teve balanço oficial apresentado.
O novo programa de renegociação de dívidas do governo tem seu foco principal nas famílias. Consumidores que ganham até cinco salários mínimos (R$ 8.105) poderão renegociar, diretamente com os bancos, dívidas de cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal sem garantia.
Nesta segunda, o governo lançou uma nova modalidade do programa, dessa vez voltada para adimplentes.
Com informações do site Extra
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