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Brasil

Governo federal vai facilitar importação de equipamentos para pesquisa científica

Segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças garantem que 100% das verbas de fomento sejam convertidas em tecnologia e insumos para os laboratórios.

O governo anunciou nesta quarta-feira,21/10, a quatro dias do segundo turno das eleições, um conjunto de iniciativas relacionadas à imunidade tributária de itens destinados à pesquisa científica e tecnológica em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) públicas.

Segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças garantem que 100% das verbas de fomento sejam convertidas em tecnologia e insumos para os laboratórios, sem perdas com a tributação. A renúncia fiscal é considerada irrisória para a União, afirma a pasta. O objetivo é desburocratizar o processo.

Hoje, as universidades usam a cota de importação do CNPq, que tem isenção tributária, para comprar bens, insumos e equipamentos necessários para o desenvolvimento de pesquisas científicas. No entanto, esse montante não tem sido suficiente.

Diante desse impasse, o governo federal construiu uma solução, por meio da provocação das instituições de ensino, para permitir que as ICTs públicas consigam fazer importações por meio de suas fundações de apoio mantendo a imunidade tributária, da qual usufruem porque são autarquias.

As importações poderão ser feitas com recursos orçamentários da própria instituição, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ou com recursos privados doados para as ICTs. É necessário, no entanto, que as instituições tenham natureza jurídica de autarquia federal e a fundação de apoio usada precisa estar vinculada àquela ICT.

As fundações de apoio foram criadas ao longo do tempo para agilizar o processo de compras pelas universidades, que, sem elas, precisariam abrir licitações para adquirir todo e qualquer material, até mesmo os mais simples, como canetas.

— Não é um cheque em branco para importação, é uma política pública direcionada ao estímulo da inovação e da pesquisa. Tem um projeto da universidade, essa universidade já tem a garantia de imunidade recíproca, não é uma novidade, com recursos afetados àquela pesquisa ou projeto, a fundação de apoio da universidade entra como trânsito operacional frente ao vendedor estrangeiro para incorporar o bem à universidade — disse a secretária da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Anelize Almeida.

A secretária afirmou que houve uma preocupação do governo em evitar fraudes. Por isso, foram criadas salvaguardas e instrumentos prévios de controle e monitoramento pela Receita Federal para blindar o sistema contra fraudes.

Anelize destacou que os recursos usados precisam ser de titularidade das universidades e estar vinculados à conta exclusiva do projeto de pesquisa para qual o insumo será destinado. Além disso, a incorporação ao patrimônio da universidade tem que ser imediata.


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