Brasil
Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master
Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminharam ofícios ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no mesmo sentido.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirada de sigilo de documentos do caso Master.
Na resposta à PGR, Fachin deu 24 horas para Mendonça liberar a documentação.
“Acolho o pedido feito pelo Vice-Procurador-Geral da República, titular da ação penal, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada ‘Operação Compliance Zero'”, escreve Fachin.
“Bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, prossegue.
A PET 15.556 é o procedimento que concentra parte dos documentos e investigações ligados ao caso Master e à Operação Compliance Zero.
Ao pedir a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.
O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.
Ao acolher o pedido, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça envie aos ministros todos os procedimentos vinculados à investigação principal da Operação Compliance Zero e promova o levantamento do sigilo desses autos.
A única exceção são diligências em andamento ou ainda não executadas cuja divulgação possa comprometer as apurações.
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