Brasil
Desenrola 2.0: aumento de procura por renegociação de dívidas exige atenção contra golpes. Veja como escapar
Ministério da Fazenda orienta a procurar instituições financeiras e evitar responder contatos telefônicos ou mensagens.
O lançamento do Desenrola 2.0 nesta semana anima consumidores que desejam “limpar o nome” com a possibilidade de renegociação de dívidas com descontos de até 90%. O interesse pelo programa, no entanto, também acende um alerta: criminosos podem se aproveitar desse cenário aplicar golpes.
Rafael Garcia, especialista em prevenção a fraudes da Fico, empresa de software analítico, explica que esse tipo de crime costuma crescer nas semanas seguintes ao lançamento de programas de renegociação, especialmente com o aumento da divulgação e da procura pelos serviços.
Segundo o especialista, o cenário segue um padrão recorrente em grandes campanhas nacionais relacionadas a crédito, renegociação de dívidas ou benefícios financeiros. Por isso, a recomendação do Ministério da Fazenda é para que as pessoas procurem diretamente as instituições financeiras e evitem responder contatos telefônicos ou mensagens.
— Os golpistas costumam agir rapidamente em programas de grande alcance social e financeiro, principalmente quando envolvem renegociação de dívidas e promessa de facilidades. O consumidor precisa entender que hoje a fraude digital explora muito mais a confiança e a urgência emocional das pessoas do que vulnerabilidades técnicas — diz Garcia.
Garcia alerta que é comum criminosos utilizarem identidades visuais semelhantes às de bancos e órgãos oficiais para transmitir credibilidade. Por isso, segundo ele, é fundamental redobrar a atenção e sempre verificar a autenticidade das informações.
— Informação, cautela e atenção ao acessar os canais oficiais continuam sendo as principais ferramentas de proteção — orienta.
Segundo o especialista, os principais golpes que tendem a surgir nesse contexto são:
Falsos sites e links patrocinados simulando páginas oficiais do programa ou de instituições financeiras;
Mensagens fraudulentas via WhatsApp, SMS e e-mail oferecendo descontos “exclusivos” ou renegociação imediata;
Golpistas se passando por atendentes bancários;
Solicitação indevida de Pix antecipado para “liberação” de acordos;
Roubo de dados pessoais e bancários por meio de phishing e engenharia social.
Como escapar de armadilhas
Para evitar armadilhas neste período, valem cuidados já conhecidos: acessar exclusivamente canais oficiais, evitar clicar em links recebidos por mensagens e nunca compartilhar senhas, tokens ou códigos de autenticação. Garcia reforça que bancos e instituições financeiras não solicitam esse tipo de informação por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.
Em um vídeo publicado no Instagram da Fazenda, Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas do Ministério, fez o alerta:
— Se você quer fazer a renegociação, procure você a instituição financeira ou o banco onde você tem crédito. Tome muito cuidado, porque esse tipo de programa pode atrair pessoas que querem fraudar e querem te vender coisas que não são do programa. Então, se você tiver dúvidas se você está falando com o seu banco, com a sua instituição financeira, desligue a ligação, não dê atenção no WhatsApp. Procure o seu gerente, procure a sua instituição — disse.
Além dos cuidados básicos, Garcia cita alguns sinais que ajudam o consumidor a identificar tentativas de golpe:
Desconfie de mensagens que criam senso de urgência, como “última chance”, “regularize agora” ou “evite bloqueio imediato”;
Verifique sempre se o endereço do site é o oficial e evite acessar links enviados por terceiros;
Nunca realize pagamentos antecipados para suposta liberação de acordos;
Confirme diretamente com o banco ou instituição financeira antes de fechar qualquer negociação;
Evite fornecer dados pessoais, selfies, senhas ou códigos recebidos por SMS.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.












Faça um comentário