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Copa do Mundo: profissionais dizem que rotina de trabalho não muda durante o torneio, mostra pesquisa

Segundo levantamento, 37,7% afirmam que eventuais mudanças dependem dos jogos.

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Empresas enfeitam o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo (Foto: Marcelo Brandt/G1/Reprodução)

Apesar da mobilização dos brasileiros em torno da Copa do Mundo, a maioria dos trabalhadores afirma que sua rotina profissional não sofre alterações durante o torneio. Segundo pesquisa do Infojobs, 56,2% dos profissionais empregados dizem que o dia a dia de trabalho permanece o mesmo, enquanto 37,7% afirmam que eventuais mudanças dependem dos jogos.

O levantamento mostra ainda que, ao serem questionados sobre sua preferência para os dias de jogo da seleção brasileira, 51,2% afirmaram que gostariam de trabalhar normalmente. Outros 24,8% preferem compensar as horas posteriormente, enquanto 14,8% optariam por horários flexíveis.

O avanço do trabalho híbrido ampliou as possibilidades de flexibilização. Em vez de simplesmente liberar as equipes ou manter a rotina inalterada, muitas organizações passaram a adotar soluções intermediárias, como compensação de horas, ajustes de jornada e home office em dias específicos. No entanto, de acordo com a pesquisa, mais da metade dos entrevistados (50,5%) afirmou que suas empresas não pretendem liberar o trabalho remoto nos dias de jogos da seleção brasileira

Relação entre empresas e colaboradores

Para Patrícia Suzuki, diretora de Recursos Humanos da Redarbor Brasil, controladora do Infojobs, a Copa do Mundo pode representar uma oportunidade para fortalecer a relação entre empresas e colaboradores.

— Quando existe planejamento, o período pode ser uma oportunidade para promover integração, engajamento e até fortalecer aspectos da cultura organizacional. O importante é que as decisões estejam alinhadas à realidade de cada negócio — explica.

Segundo a executiva, o principal desafio está na construção de regras transparentes.

— Os colaboradores entendem quando existem limitações operacionais. O que costuma gerar desconforto é a ausência de critérios claros ou a percepção de tratamento desigual entre áreas e equipes — afirma.


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