Amazonas
Empresa de logística informa que iniciou deslocamento de flutuante para Itacoatiara para o período de estiagem
Durante a severa estiagem de 2024, o píer provisório do Grupo Chibatão em Itacoatiara recebeu 35 navios e movimentou quase 59 mil contêineres.
O Grupo Chibatão informou, em suas redes sociais, que o píer provisório flutuante será levado para Itacoatiara nesta quinta-feira (17/09), como parte da preparação logística para o período de estiagem no Amazonas.
Segundo a nota do Chibatão, os dados de monitoramento dos níveis dos rios, acompanhados e divulgados pelos órgãos e entidades responsáveis pelas medições e pelo acompanhamento das condições de navegabilidade, entre eles o Manaus Pilots e o Proa Manaus, apontam que, especialmente nas áreas do Tabocal e da Enseada Madeira, os níveis apresentam atualmente uma média de redução de aproximadamente 32 centímetros por dia.
Esses pontos, segundo a nota, são considerados estratégicos para a navegação por apresentarem características hidrográficas e de calado que podem ampliar as restrições à passagem de embarcações conforme a vazante se intensifica.
Segundo o Chibatão, o píer está com a estrutura e equipamentos prontos e conta com todas as autorizações necessárias para operação, concedidas pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) , Marinha do Brasil, Receita Federal e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Com os procedimentos de manutenção e segurança concluídos e as equipes envolvidas preparadas, a estrutura reúne as condições necessárias para ser deslocada e posicionada em Itacoatiara, informou.
Durante a severa estiagem de 2024, o píer provisório do Grupo Chibatão em Itacoatiara recebeu 35 navios e movimentou quase 59 mil contêineres. A operação possibilitou o transbordo e a baldeação de cargas, criando uma alternativa para manter mercadorias em circulação mesmo diante das limitações impostas pela redução do nível dos rios.
Na prática, a solução ajudou a manter o abastecimento de matérias-primas para o Polo Industrial de Manaus (PIM), produtos para o comércio e cargas necessárias ao funcionamento da economia amazonense.
“Estamos falando de uma estrutura que já está pronta, regularizada e preparada para cumprir seu papel. A conclusão das autorizações mostra que houve planejamento, responsabilidade e diálogo com os órgãos competentes. Na Amazônia, a logística precisa agir antes do problema, e é isso que o Grupo Chibatão vem fazendo”, afirmou Jhony Fidelis.
Segundo a nota do Chibatão, para o setor produtivo, a experiência de 2024 deixa uma mensagem importante: existe uma solução testada e uma estrutura preparada para enfrentar um dos principais desafios logísticos do Amazonas.
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