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Amazonas

Duas empresas vencem leilão federal para manejo florestal de 267 mil hectares no Amazonas

Concessão arrecada R$ 19 milhões e prevê R$ 300 milhões em investimentos ao longo de 37 anos na Floresta Nacional de Balata-Tufari, na área da BR-319, no Amazonas.

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Duas empresas venceram o leilão de três áreas de manejo florestal e exploração sustentável da Floresta Nacional de Balata-Tufari, que somam 267 mil hectares, no Amazonas. O resultado da concessão foi anunciado quinta-feira (27/08), na B3 (Bolsa de Valores), pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

As vencedoras foram a B2 Comércio e Exportação de Madeiras e a Madeirantes Serviços, Indústria e Comércio de Madeira. Foram arrecadados cerca de R$ 19 milhões como outorga fixa, espécie de pagamento único.

O contrato tem duração de 37 anos. Ao longo desse período, estão previstos investimentos privados de aproximadamente R$ 300 milhões. O SFB estima produção anual de 144 mil metros cúbicos de madeira e geração de cerca de 1,7 mil empregos – 577 diretos e 1.154 indiretos.

A exploração de madeira deve seguir regras definidas no projeto de concessão e na legislação brasileira. Em nota, o SFB diz que a operação vai contar com “infraestrutura planejada, como estradas e pátios de estocagem, e técnicas de corte direcionado e de baixo impacto”.

“As medidas têm como objetivo reduzir os danos à vegetação remanescente e garantir o uso responsável dos recursos florestais”, afirma o órgão ligado ao governo federal.

A B2 venceu a disputa pelas unidades de manejo florestal (UMFs) I e III, com outorgas de R$ 6 milhões e R$ 8,6 milhões respectivamente. Já a Madeirantes ficou com a UMF II, por R$ 4,4 milhões.

A Floresta de Balata-Tufari fica localizada na chamada “área de influência” da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), uma região que sofre pressão de desmatamento e atividades ilegais.

Com esse leilão, a área de florestas públicas federais destinada ao manejo florestal sustentável chega a aproximadamente 1,86 milhão de hectares, distribuídos em 30 unidades de manejo – 17% a mais do que a área total concedida até então, segundo o governo.
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Os contratos também preveem recursos para pesquisa, monitoramento e proteção florestal, educação ambiental e ações voltadas às comunidades do entorno, incluindo povos indígenas e ribeirinhos.
A meta do governo federal é alcançar 5 milhões de hectares em áreas concedidas para manejo e reflorestamento até 2027.


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