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Amazonas

Cota do Rio Negro encerra agosto de 2026 4,17 metros acima do registrado no mesmo período do ano da maior vazante

Desde o início da vazante de 2026, a cota do Rio Negro em Manaus baixou, até o dia 31 de agosto, 4,32 metros.

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A cota do Rio Negro, em Manaus, encerrou o mês de agosto de 2026 em 24,19 metros (m), 2,58 m acima do registrado na mesma data de 2025 e 4,17 m acima da do dia 31 de agosto de 2024, ano da maior vazante já registrada, de acordo com medição do Porto de Manaus.

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Rio Negro vazou 60 cm no fim de agosto

O Rio Negro vazou 60 centímetros (cm) entre 28 e 31 de agosto de 2026, contra 99 cm no mesmo período de 2024, uma diferença de 39 cm, de acordo com os dados do Porto de Manaus.

A maior vazante registrada do Rio Negro em Manaus foi em 3 de outubro de 2024, quando a cota do Rio Negro atingiu a marca de 12,68 metros medidos pelo Porto de Manaus. O recorde superou a marca que havia ocorrido no ano anterior, em outubro de 2023 (12,70 m), que por sua vez já havia quebrado o recorde de 2010 (13,63 m).

Cota baixou 4,32 m desde início da vazante

Desde o início da vazante de 2026, a cota do Rio Negro em Manaus baixou, até o dia 31 de agosto, 4,32 m.

De acordo com dados do 34º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) no último dia 28/08, a Bacia do Rio Amazonas registra chuvas abaixo da média, o que intensificou o processo de descida dos rios (vazante).

Rio Branco registra mínimas para o período

Segundo o SGB, apesar do recuo, a maioria das estações mantém níveis dentro da faixa da normalidade para o período, com exceção do rio Branco, em Roraima, um dos maiores afluentes do Negro, que registra as mínimas para o período.

Em Tabatinga (AM), o rio Solimões apresentou redução de 45 cm durante a semana do Boletim do SGB e alcançou 3,22 m. Em Manacapuru (AM), a redução foi de 70 cm no período e a cota chegou a 15,93 m.

Rios Purus e Madeira também registram descida

Na bacia do rio Purus, a estação de Beruri (AM) registrou redução de 74 cm ao longo da semana e atingiu 16,98 m. Em Rio Branco (AC), em Rio Branco (AC), o nível subiu 33 cm, interrompendo a sequência de descidas observadas nas semanas anteriores e retornando à faixa de normalidade. A cota ficou em 2,37 m.

Em Porto Velho (RO), o rio Madeira apresentou redução de 6 cm ao longo da semana e chegou à cota de 4,59 m. Em Humaitá (AM), a descida foi de 57 cm no período.

Rio Amazonas recua em Careiro e Itacoatiara

No rio Amazonas, ocorreu redução de 66 cm em Careiro (AM), enquanto em Itacoatiara (AM) a descida foi de 59 cm. As cotas observadas são respectivamente: 12,86 m e 10,77 m.

Nas cidades citadas os níveis das estações encontram-se todos dentro da faixa de normalidade para o período, diz o SGB.

Níveis permanecem abaixo do esperado em Roraima

As estações monitoradas na bacia do rio Branco seguiram em processo de vazante ao longo dos últimos sete dias. Em Boa Vista (RR), o rio Branco apresentou redução de 35 cm, alcançando 1,39 m. Em Caracaraí (RR), a descida foi de 8 cm. A cota observada foi de 2,10 m. Os níveis permanecem muito abaixo do esperado para o período, configurando mínimas para esta época do ano.

O SGB ressalta que os níveis d’água mais recentes apresentados podem ser eventualmente alterados em função de verificações “in loco” realizadas pelos engenheiros e técnicos que operam a rede hidrometeorológica. Nessas ocasiões, são executados trabalhos de manutenção das estações, bem como o nivelamento das réguas.

Dados são monitorados pela rede hidrometeorológica

Os dados hidrológicos são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e demais parceiros. As previsões apresentadas são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inherentemente associadas a eles. Dados em tempo real e mapas de risco estão disponíveis no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).


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